Homem é espancado até a morte após mulher mentir que ele é estuprador
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O delegado Daniel Fortes, responsável pela investigação, disse que a vítima teria agendado um programa com Bruna Hoffman, eles tinham combinado um valor e após o programa houve um desacordo entre eles.
De acordo com a polícia, Miguel pagou o valor a mais cobrado pela mulher, mas depois que ele e Bruna saíram da casa, ele retornou para tirar satisfações. A vítima arremessou uma pedra na janela e começou a discutir, mas quem estava em casa era a mãe de Bruna.
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Segundo as investigações, Bruna chegou e inventou que o homem era estuprador, o que enfureceu a população da região.
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“Quando Bruna retorna ele toma distância considerada. Ela pega uma madeira e vai em direção à vítima. Ele corre para fugir da Bruna e da mãe que estava com ela. Ela resolve gritar que ele era estuprador e teria mexido com duas crianças na região”, contou o delegado.
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O delegado disse que, inflamados com o que ouviram, moradores seguraram a vítima e a espancaram até a morte, juntamente com Bruna e Lucinéia. A mãe usou uma enxada e Bruna um pedaço de madeira. Outras pessoas deram pedradas em Miguel.
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“A vítima era trabalhador, inocente. Não tinha praticado nenhum estupro. A Bruna deixa bem claro em depoimento que só fez isso para que a população segurasse a vítima que ela não alcançaria. É mais um inocente que é morto por uma notícia falsa. A população não pode fazer justiça com as próprias mãos. Isso fica a cargo do estado por intermédio das polícias. Não se deixem levar pelo que é falado para fazer justiça”, alertou o delegado.
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Ainda de acordo com o delegado, Miguel era morador de Bairro das Laranjeiras. O delegado reforçou que Miguel não era estuprador.
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“Foi um desacordo comercial com a senhorita Bruna e esse desacordo levou a essa fala criminosa dela”, disse.
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Também na Serra, em maio deste ano, um idoso foi linchado por conta da informação falsa de que ele era estuprador. As investigações da polícia apontaram que a mentira foi inventada por uma ex.
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Mãe e filha foram denunciadas pelo Ministério Público pela morte de Miguel e já são rés no processo. A reportagem busca contato com as defesas das presas.
A investigação continua e a polícia tenta agora identificar as outras pessoas que participaram do linchamento.
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G1

