Mensalão: José Dirceu desiste de emprego em hotel de Brasília

A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu anunciou que ele
desistiu do emprego oferecido pelo hotel Saint Peter, em Brasília. Em
nota, os advogados afirmaram que “o clima de linchamento midiático
instalado contra José Dirceu e contra a empresa” fez o ex-ministro abrir
mão da proposta. As informações são da Agência Brasil.
Dirceu
seria contratado para trabalhar como gerente administrativo do hotel, e
deveria receber salário de R$ 20 mil. O horário de trabalho seria das
8h às 17h, com uma hora de almoço. Na ficha de solicitação de emprego,
Dirceu disse que se candidatou ao emprego “por necessidade e por
apreciar hotelaria e a área administrativa”.
Na nota, a
defesa de Dirceu reafirmou que a proposta de emprego seguiu todas as
formalidades previstas na legislação, como carteira assinada. Segundo os
advogados, a proposta foi tratada pela imprensa como “uma farsa’’ para
impedir que o ex-ministro possa trabalhar.
Segundo a defesa,
Dirceu tem direito a trabalhar e a ficar em um presídio com condições
dignas de higiene e de segurança. “Não se busca privilégio, apenas o
cumprimento da lei. Mas José Dirceu não considera justo que outras
pessoas, transformadas em alvo de ódio e perseguição exclusivamente por
gesto de generosidade, estejam obrigadas a partilhar da sanha
persecutória que se abate contra ele. Por isso, renuncia à oferta de
emprego do Hotel Saint Peter e agradece a boa vontade de seus
proprietários”, afirmou a defesa.
Oferta
Ontem
nova proposta de emprego foi oferecida a José Dirceu. O presidente da
Confederação Elo Social Brasil, Jomateleno dos Santos Teixeira, enviou
ao STF um documento oferecendo empregos para o ex-ministro José Dirceu, o
ex-presidente do PT José Genoino e o para o ex-tesoureiro da sigla
Delúbio Soares. Eles seriam contratados pelo mínimo que um presidiário
pode ganhar quando obtém na Justiça o direito de trabalhar fora do
presídio —R$ 508,50. Para Dirceu foi oferecido um emprego de assistente
administrativo.

 Jonas Deison (Sobral Online),  Com informações do O Povo