A Casa do Dragão acaba de quebrar uma regra sagrada de Game of Thrones, e isso muda absolutamente tudo para o futuro filme de Aegon!
Rhaenyra Targaryen cruzou um ponto sem retorno no final da terceira temporada de House of the Dragon e abala a mitologia de Westeros.
Embora a terceira temporada de A Casa do Dragão termine com um desfecho ambíguo, o episódio final desferiu um golpe devastador. Recusando-se a ceder à dissidência religiosa, Rhaenyra Targaryen ordenou a execução do Alto Septão.
Num mundo onde o poder divino e o poder temporal se sobrepõem, eliminar o equivalente ao Papa em Westeros é um sacrilégio absoluto. Embora a rainha legítima aproveite a oportunidade para revelar a famosa profecia do Príncipe prometida ao povo da capital, é esse assassinato a sangue frio que marca uma virada irreversível para a série.
A Sombra do Conquistador e a Armadilha do Conhecimento
Esse gesto ressoa diretamente com o projeto cinematográfico de Aegon, o Conquistador. Atualmente em desenvolvimento pela Warner Bros. e HBO, este longa-metragem, escrito por Beau Willimon (Andor, House of Cards), pretende narrar as origens do Trono de Ferro e a subjugação dos Sete Reinos. Contudo, o sucesso de Aegon não se baseou apenas no poder de fogo de seus dragões; também derivou de uma aliança pragmática com os septões.
Para governar, Aegon I teve que abraçar os códigos da Fé dos Sete. Foi precisamente o pacto firmado com o Alto Septão da época que legitimou a dinastia valiriana e levou à criação dos Sete da Lembrança. Mais tarde, mesmo o tirano Maegor, o Cruel, apesar de sua sangrenta repressão à Fé Militante e da destruição de muitos santuários, jamais ousou executar o patriarca supremo. Ao dar esse passo, Rhaenyra quebra um tabu que até mesmo os maiores monstros da família haviam preservado.
O eterno paradoxo de Cersei Lannister
Os espectadores da série original se lembram vividamente do final da sexta temporada de Game of Thrones. Cersei Lannister pulverizou o Septo de Baelor com fogo vivo, eliminando o Alto Pardal, a Fé Militante e parte da nobreza, sem jamais sofrer as verdadeiras consequências políticas ou populares.
Se Cersei conseguiu ascender ao trono sem uma grande revolta após um ataque como aquele, o ato de Rhaenyra parece quase calculado. No entanto, toda a premissa de A Casa do Dragão se baseia na ideia de que o reino preferiria ser consumido pelas chamas a aceitar uma mulher no Trono de Ferro. Ao forçar ainda mais essa linha, a série corre o risco de minar sua própria credibilidade política, especialmente porque o filme A Conquista de Aegon terá que navegar por essas mesmas águas diplomáticas extremamente tensas.
Fonte:Adorocinema

