Falta d'água: "A gente tem que se preparar é pro pior", diz governador
Apesar de as cúpulas dos órgãos de gerenciamento dos recursos hídricos serem reticentes quanto à admissão da possibilidade de cidades do Ceará entrarem em colapso por falta d’água, o governador Cid Gomes (Pros) confirmou ontem que a situação é, sim, preocupante.
Ele fez a análise minutos antes de inaugurar o Centro de Profissionalização Inclusiva para Pessoas com Deficiência (Cepid), na comunidade das Goiabeiras, na Barra do Ceará. “O Estado tem capacidade de armazenar 18 bilhões de metros cúbicos de água. Dessa capacidade, temos hoje seis bilhões. Se a gente tivesse esse um terço de capacidade bem distribuído, não teria problema. Vararíamos mais uma seca. Mas, infelizmente, essa água não é igualmente distribuída. Metade dela está num único açude. Dos seis bilhões, perto dos três bilhões estão no Castanhão. Regiões como o Cariri Ocidental, Sertões dos Inhamuns, Sertões de Crateús e Sertões de Canindé são críticas.”
Cid qualificou como delicadíssimas as situações de Tauá, Crateús e Canindé. Segundo ele, caso não chova nessas localidades, há água suficiente para apenas os próximos 60 dias. Para os três municípios, o Governo promete ações emergenciais.
Cid também apontou como frágeis os recursos hídricos de Fortim, Pindoretama, Mucambo, Pacujá e Irauçuba. Beberibe, onde os problemas eram graves há até pouco tempo, ele disse ser caso solucionado. “Hoje, nenhuma sede municipal está sem abastecimento. Mas há previsão de que, se não chover, cidades podem colapsar. Tudo o que for necessário para assegurar água, nós faremos.”
Jonas Deison (Sobral Online), com informações do Jornal O Povo