Agronegócio busca alternativas para financiar seguro rural e fundo de catástrofe

O setor do agronegócio está retomando o debate sobre a utilização de recursos de fundos públicos e até de reservas internacionais como forma de financiar a subvenção ao seguro rural e estruturar um fundo de catástrofe no Brasil. A necessidade de buscar fontes mais estáveis e menos sujeitas a cortes orçamentários para sustentar a expansão do seguro em um cenário de maior risco climático e dependência de financiamento privado no campo é evidente.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) destacou que o tema voltou à pauta e mencionou a possibilidade de utilizar reservas internacionais para esse fim. No entanto, ressaltou que é uma questão complexa que requer análise técnica. Outras alternativas, como a participação do BNDES e adaptação de fundos já existentes, estão sendo consideradas para viabilizar o fundo.

Busca por novas fontes de financiamento

Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, reforçou a importância de buscar novas fontes de financiamento para o seguro rural. O custo de manutenção das reservas internacionais, que rendem menos do que a taxa básica de juros no Brasil, é um ponto que merece atenção. Ele destacou a possibilidade de utilizar essas reservas em títulos como os cat bonds, que são utilizados em outros mercados para cobrir riscos catastróficos.

O debate em torno dessas alternativas pode abrir caminho para soluções inovadoras e eficientes para o financiamento do seguro rural, garantindo uma proteção adequada para o setor agropecuário brasileiro.

(Foto: reprodução)