Após lockdown, casos e óbitos por Covid no Ceará devem estabilizar antes da média no Brasil, aponta pesquisa

Dados computados pelo Sistema de Monitoramento Preditivo (Simop), da Universidade Federal do Ceará (UFC), apontam que o estado deve chegar à estabilidade de casos confirmados e óbitos por Covid-19 em até 15 dias antes do que Brasil. A projeção apontada pelo estudo é que o Ceará tenha média móvel estável de casos já durante a primeira quinzena de abril e, de mortes, entre fim de abril e início de maio. 

Na visão do professor André de Almeida, do Departamento de Engenharia de Teleinformática, que gerencia as atividades do Simop, a possibilidade de o Ceará ficar com casos e óbitos por Covid-19 estáveis antes do país decorre do isolamento social rígido (lockdown), determinado pelo governador Camilo Santana em todo o território cearense no dia 13 de março deste ano. As medidas mais restritivas devem ocorrer até, pelo menos, o dia 4 de abril.

“Se o Brasil todo tivesse adotado o lockdown, como aqui no Ceará, teríamos uma situação bem próxima da do Ceará, ou seja, esses platôs seriam na mesma época. Como o Brasil é muito heterogêneo e diversas regiões do País não adotaram o lockdown, esse atraso entre o que aconteceu no Ceará e o que tá acontecendo no Brasil de uma forma geral, em grande parte, explica o fato de que o Ceará está chegando num platô antes do que a média do País”, afirma o pesquisador.

Na epidemiologia, a estabilidade com altos índices é chamada de platô. Ele ocorre após aumento exponencial e se mantém por um período no topo para, então, começar a cair. O Ceará vem apresentando incremento de casos e óbitos provocados pela doença desde o início do ano, no que é considerado por especialistas como segunda onda. Do começo da pandemia até esta terça-feira (30), já foram confirmados 532.534 casos, dos quais 13.778 evoluíram para morte.

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