Novas regras para vales-alimentação e refeição entram em vigor neste sábado

A forma como os trabalhadores utilizam os benefícios de vale-alimentação e vale-refeição passa por transformações importantes. As novas diretrizes buscam ampliar a liberdade de uso e estimular a concorrência no mercado nacional, afetando diretamente estabelecimentos comerciais, operadoras e consumidores.

A principal novidade é a implementação da interoperabilidade entre as bandeiras. Com isso, os cartões de diferentes operadoras passam a ser aceitos em qualquer terminal de pagamento habilitado, eliminando a exclusividade que antes limitava o uso a redes credenciadas específicas.

Entenda como funciona a interoperabilidade dos cartões

A transição nos meios de pagamento foi desenhada para facilitar o cotidiano de quem depende dos benefícios para as refeições diárias. Agora, marcas como Alelo, Ticket e VR estão integradas aos mesmos equipamentos, desde que o comércio esteja apto a processar esse tipo de transação financeira.

Apesar da proposta de universalização, a medida não obriga todos os estabelecimentos comerciais a receberem os cartões compulsoriamente. A aceitação continua vinculada à autorização prévia do local para operar com a modalidade de benefício.

Regulação de taxas e prazos para o comércio

As mudanças regulamentadas pelo governo também estabelecem tetos rígidos para os encargos cobrados dos lojistas. Ficou definido o limite de taxa de desconto de 3,6% e a tarifa de intercâmbio de até 2% nas operações vinculadas ao programa.

Além disso, o prazo máximo para o repasse dos valores das vendas aos comerciantes passou a ser de 15 dias corridos. A medida corrige distorções anteriores, quando lojistas enfrentavam taxas elevadas e esperavam mais de um mês para reaver o capital das transações.

Desafios operacionais e questionamentos do setor

Apesar da expectativa em torno da nova fase, entidades como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes apontam obstáculos técnicos. A integração completa entre os sistemas das credenciadoras e das emissoras de cartões ainda enfrenta gargalos operacionais que dificultam a conciliação financeira.

Empresas operadoras também questionam pontos da regulamentação na Justiça, contestando os limites tarifários impostos por decreto. A discussão envolve ainda a diferenciação entre os benefícios tradicionais e novas modalidades de auxílio adotadas pelo mercado.

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Fonte: sobralemrevista.com.br