Bolsa tem alta firme com cenário eleitoral e petróleo no radar; dólar cai
O Ibovespa abre em alta diante de expectativas de pesquisas eleitoral e queda no petróleo no exterior. Investidores digerem resultados da pesquisa Quaest em solo nacional, enquanto as ofensivas entre EUA e Irã se itensificam, mas sem fazer preço nos barris da commodity.
O resultado da pesquisa Quaest mostra empate técnico entre o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), o que dá a tônica dos negócios no mercado de ações e eleva o índice aos melhores níveis desde o início de maio, em sua 11ª alta consecutiva.
Às 12h30, o principal indicador do mercado de ações subia cerca de 3,20%, aos 185,4 mil pontos, patamar que não atingia há cerca de quatro meses.
Conflito no Oriente Médio e dívida pública impulsionam queda de títulos
Entre as ações em destaque estão os papéis da Azzas.
A companhia comunicou nesta quarta que seus acionistas Alexandre Birman e Roberto Jatahy firmaram acordo para uma reorganização societária do grupo. Mais cedo, as ações chegaram a superar os 12%.
Liderando as altas, no entanto, está o Magazine Luiza, que após fechar acordo de vendas em marketplace do Mercado Livre, passou a saltar expressivamente.
No início da tarde, os papéis do Magalu saltavam 22,51%, a R$ 5,67.
Os papéis do Banco do Brasil, termômetro de risco político, sobem mais de 6%. E as ações da Petrobras, mesmo diante da queda do petróleo, mostram recuperação com altas de quase 2%
Ao mesmo tempo, o dólar caía ante o real nesta manhã, em uma sessão até o momento sem uma direção única para a moeda norte-americana no exterior.
No mesmo horário, o dólar à vista cedia 0,95%, a R$ 5,10 na venda.
O petróleo, por sua vez, opera em baixa. Após as altas dos últimos dias, o Brent cede nesta manhã, ainda que o cenário geopolítico siga conturbado.
As forças norte-americanas atacaram a costa sul do Irã, que revidou disparando contra bases dos Estados Unidos em todo o Oriente Médio, no maior confronto armado entre os dois países desde julho.
Neste cenário, o dólar sustentava ganhos ante divisas como o peso colombiano, o franco suíço e a libra, mas cedia ante moedas como o rand sul-africano e o peso chileno, em um dia ainda sem uma tendência firme para os negócios.
Às 11h30, o índice do dólar – que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas – caía 0,11%, a 99,56.
No Brasil, reações se voltam para um potencial para influenciar a corrida eleitoral: as revelações sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje o principal adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida pelo Planalto, é um dos maiores críticos de Moraes, que foi relator no STF do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Às 11h30, o Banco Central realizou leilão de 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.
Na terça-feira, o dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,54%, aos R$5,1533.
Fonte:CNN Brasil

