Bolsonaro recebe alta em Brasília após 15ª cirurgia desde atentado de 2018

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta segunda-feira (4.mai.2026), deixando o Hospital DF Star, em Brasília, onde estava internado desde a sexta-feira (1º.mai.2026) para uma cirurgia no ombro direito. Esta intervenção marca a 15ª vez que o ex-chefe do Executivo passa por procedimentos médicos desde o atentado de 2018, um histórico que tem sido acompanhado de perto pela imprensa e pela população brasileira.

Após a cirurgia, Bolsonaro retorna ao regime de prisão domiciliar de 90 dias, medida autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A necessidade da internação foi solicitada pela defesa do ex-presidente em 21 de abril, visando a correção de uma condição crônica no ombro que exigia atenção médica especializada.

Cirurgia no ombro: detalhes da intervenção e recuperação

A intervenção cirúrgica focou na reparação do manguito rotador, um complexo de quatro tendões e músculos essenciais para a estabilidade e mobilidade do ombro. Essa estrutura é vital para a realização de movimentos cotidianos e atividades mais complexas, como levantar objetos, girar o braço e arremessar, impactando diretamente a qualidade de vida do paciente.

A equipe médica responsável informou que o ex-presidente deverá utilizar uma tipoia no braço operado pelas próximas seis semanas, um período crucial para a cicatrização dos tecidos. Além disso, um programa intensivo de fisioterapia será fundamental para garantir a plena recuperação, restabelecimento da força e amplitude de movimento do ombro, minimizando o risco de futuras complicações.

Um extenso histórico de intervenções médicas pós-atentado

Desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, Jair Bolsonaro tem enfrentado uma série de complexos desafios de saúde. A recente cirurgia no ombro é a 15ª em seu prontuário, sendo que dez dessas intervenções estão diretamente ligadas às sequelas do ferimento abdominal e às complicações que surgiram em decorrência de procedimentos subsequentes, demonstrando a gravidade do ataque sofrido.

O ex-presidente também lida com o soluço refratário, uma condição crônica e persistente que pode provocar refluxo gastroesofágico. Em casos mais graves, essa condição pode levar à entrada de substâncias nas vias respiratórias, um evento preocupante que ocorreu na madrugada de 13 de março e que exige monitoramento contínuo.

Procedimentos recentes: hérnias e o desafio dos soluços

No final de 2025, Bolsonaro passou por três cirurgias significativas em um curto período, evidenciando a necessidade de cuidados contínuos com sua saúde. Em 25 de dezembro, foi submetido a uma herniorrafia inguinal bilateral, um procedimento delicado para corrigir duas hérnias localizadas na região da virilha, uma em cada lado do corpo.

Nos dias 27 e 29 de dezembro, foram realizadas as outras duas intervenções, ambas com o objetivo de bloquear o nervo frênico — primeiro o direito, depois o esquerdo. Esses bloqueios visam reduzir a frequência e a intensidade dos episódios de soluço crônico, buscando aliviar um incômodo persistente que afeta o bem-estar do ex-presidente. Para mais informações sobre o histórico médico do ex-presidente, consulte Poder360.

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