Bombardeio russo deixa pelo menos 20 mortos na Ucrânia
Cerca de 20 pessoas morreram nesta quarta-feira (7) na Ucrânia após uma onda de bombardeios russos, segundo informaram as autoridades. Do total, 14 mortos estavam em um prédio residencial atingido por um míssil no norte do país.
Equipes de emergência conseguiram resgatar 15 pessoas após a remoção dos escombros do edifício de cinco andares, localizado em Pryluky, na região de Chernihiv.
Em um discurso proferido na noite de terça-feira (6), o presidente Volodimir Zelensky havia alertado sobre um “ataque em massa” russo contra o país, incluindo a capital Kiev, alvo quase diário de hostilidades.
“Os russos queriam desferir um golpe doloroso”, declarou Zelensky nesta quarta (7), classificando a ação como “um dos ataques mais vis” do conflito, que já dura quase cinco anos.
Nas cidades centrais de Dnipro e Kremenchuk, duas pessoas morreram quando mísseis atingiram torres residenciais, e outras duas morreram em Oleksandriia, acrescentou o presidente.
Além disso, duas pessoas morreram no distrito de Darnytskyi, no sudeste de Kiev, segundo as autoridades militares.
“Toda Kiev vive com medo”, contou Irina Ribalchenko, uma bancária de 41 anos que se refugiou no metrô durante o alerta. “Pegamos nossas coisas e viemos para cá” depois de ouvir o aviso de Zelensky, acrescentou.
MÍSSEIS E DRONES
Durante a noite, a Rússia lançou pelo menos 50 mísseis e 130 drones contra várias regiões, incluindo Dnipropetrovsk, Kiev, Kharkiv e Poltava, informou a Força Aérea.
Kiev tem sido alvo de ataques cada vez mais intensos à medida que o inverno se aproxima, com bombardeios russos contra a infraestrutura de energia, ferroviária e viária, incluindo as pontes sobre o rio Dnieper, que divide a cidade.
Zelensky afirmou que alguns foram derrubados, mas que os mísseis balísticos representam “o maior desafio”, razão pela qual a Ucrânia precisa de novos sistemas de defesa aérea para se proteger.
Pouco depois do discurso de Zelensky, cortes de energia programados deixaram algumas áreas de Kiev na escuridão para aliviar a pressão sobre a rede elétrica.
Fonte:Diário do Nordeste

