Câmara aprova, em dois turnos, PEC que adia eleições para novembro

Deputados aprovaram, na noite desta quarta-feira, 1º, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que adia as eleições municipais de 2020 para novembro. Os dois turno de votação necessários para aprovar o adiamento foram realizados hoje. As novas datas aprovadas são de 15 de novembro e, nas cidades onde houver segundo turno, 29 de novembro. O calendário atual prevê a votação nos dias 4 e 25 de outubro.

No primeiro turno de votação, foram 402 posicionamento a favor e 90 contra, além de quatro abstenções. Eram necessários 308 votos para aprovação do projeto. No segundo momento de apuração dos votos foram 407 a favor e 70 contra.

Por ser mudança na Constituição, o projeto não será encaminhado para sanção de presidencial de Jair Bolsonaro (Sem Partido). A próxima fase que o projeto irá ser submetido é a promulgação do Congresso, que deve ocorrer nesta quinta-feira, 2, pela manhã, segundo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A PEC já havia sido aprovada em dois turnos no Senado, no final de março, por 67 votos a 7, com uma abstenção. O adiamento do pleito é devido à pandemia de coronavírus, que já contaminou mais de 1,4 milhão de pessoas e levou quase 60 mil a óbito só no Brasil.

Também em março, reunião virtual entre os presidentes da Câmara, Davi Alcolumbre (DEM-AP) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, gerou consenso entre Legislativo e Judiciário sobre a necessidade de adiamento das eleições. Estiveram presentes também, à reunião, especialistas em doenças virais.

Aprovação da PEC alterará diversas datas do calendário eleitoral
Aprovação da PEC alterará diversas datas do calendário eleitoral (Foto: O POVO)

Entre as propostas levantadas estão o aumento do horário de votação, que atualmente é de 8 às 17 horas, para um total de 12 horas, além da separação dos horários por faixa etária dos eleitores. Também é defendido pelo presidente da Câmara que haja mais tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV para as coligações, a fim de diminuir a parte presencial da campanha. A ideia de separar as eleições em dois dias não foi bem recebida pelo presidente do TSE, pois cada dia acarreta em cerca de R$ 180 milhões de gastos aos cofres públicos.

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