Governo federal articula solução para evitar veto da União Europeia à carne brasileira
O governo federal intensificou as articulações diplomáticas e técnicas para reverter o veto da União Europeia às exportações de carne brasileira. Segundo o senador e ex-ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a expectativa é que o impasse seja solucionado antes do dia 3 de setembro, data em que a restrição imposta pelo bloco europeu entra em vigor.
carne: cenário e impactos
A medida, oficializada pela União Europeia em 5 de junho, ameaça o fluxo comercial de produtos de origem animal do Brasil. Fávaro, que mantém interlocução direta com o Palácio do Planalto, afirmou que o governo trabalha para remover os entraves que impedem a continuidade das vendas para o mercado europeu, garantindo a conformidade com as exigências internacionais.
Articulação política para reverter o veto da União Europeia
Em declaração recente, o senador destacou que o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o atual ministro da Agricultura, André de Paula, tem sido constante. O objetivo é superar o que o parlamentar classifica como um obstáculo artificial imposto à produção nacional.
O ex-ministro reforçou que a cadeia produtiva brasileira está disposta a realizar ajustes técnicos para atender às demandas do bloco. A estratégia do governo é apresentar as garantias necessárias sobre os processos sanitários antes do prazo limite estabelecido pela Comissão Europeia.
Exigências sanitárias e o uso de antimicrobianos
O veto europeu, anunciado originalmente em 12 de maio, baseia-se na alegação de que a indústria brasileira não forneceu informações suficientes sobre o uso de antimicrobianos. A legislação da União Europeia proíbe estritamente a utilização dessas substâncias como estimulantes de crescimento ou para ganho de rendimento animal.
Fávaro assegurou que o setor produtivo nacional já validou a retirada dessas substâncias. De acordo com o senador, a medida é vista como uma adequação técnica simples, que não compromete a produtividade, mas que é fundamental para manter o acesso ao mercado europeu.
Defesa da competitividade e sanidade animal
Para o ex-ministro, as restrições impostas pela Europa possuem um viés protecionista, motivado pela dificuldade de concorrentes estrangeiros em rivalizar com a eficiência do agronegócio brasileiro. Ele ressaltou que o Brasil é uma referência global em sanidade, conforme atesta a Organização Mundial de Saúde Animal.
O parlamentar reforçou que o país não precariza suas práticas sanitárias e que as barreiras ambientais e sanitárias são, muitas vezes, ferramentas utilizadas para limitar a competitividade do Brasil. O governo mantém a postura de que a excelência da produção nacional é o principal ativo para superar essas disputas comerciais.
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