Ceará confirma cinco casos de Mpox em 2026

O Ceará confirmou o quinto caso de Mpox em 2026. A data do diagnóstico mais recente foi registrada na plataforma IntegraSUS como 23 de julho, conforme levantamento feito pelo Diário do Nordeste nesta quarta-feira (26).

A pessoa diagnosticada é um homem na faixa etária entre 30 e 39 anos. No total do ano, o Estado contabiliza até agora:

65 casos notificados;
5 casos confirmados;
60 casos descartados;
Nenhum caso suspeito.

O primeiro caso deste ano no Ceará foi divulgado em 10 de março, por meio do painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica.

Apesar disso, ele e os dois seguintes ocorreram ainda em fevereiro. Já a quarta ocorrência data do mês de março.

Todas as cinco confirmações são de pacientes do sexo masculino, na faixa etária de 20 a 49 anos, e ocorreram em Fortaleza.

O QUE É A MPOX?
A Mpox é uma zoonose causada pelo mpox vírus (MPXV). A doença pode ser transmitida entre animais e seres humanos, sendo a transmissão para humanos causada por meio de contato com pessoa infectada, materiais contaminados ou animais silvestres (roedores) infectados.

O vírus responsável por essa infecção foi identificado pela primeira vez em 1958.

A doença, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, voltou a ser uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), conforme anúncio da Organização Mundial da Saúde (OMS), devido à rápida propagação da doença.

A principal forma de transmissão da Mpox ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa (pele, secreções) e exposição próxima e prolongada com gotículas e outras secreções respiratórias.

SINTOMAS DA MPOX
A doença é caracterizada por lesões cutâneas que podem aparecer nos órgãos genitais ou na boca. Pode causar febre, dor na garganta ou nos gânglios linfáticos.

Dentre os sintomas, estão:

Erupções cutânea ou lesões de pele
Linfonodos inchados (ínguas)
Febre
Dores no corpo
Dor de cabeça
Calafrio
Fraqueza
Os sintomas podem durar de duas a quatro semanas. A característica mais típica da doença é o surgimento de lesões de pele, que começam como pequenas bolhas que evoluem para úlceras. Pode ocorrer febre e surgimento de gânglios palpáveis antes do surgimento das lesões de pele.

Grávidas, crianças e imunodeprimidos têm maior chance de apresentar formas mais graves, como pneumonia e inflamação do sistema nervoso.

HISTÓRICO DA MPOX NO ESTADO
O pico de registros da Mpox no Ceará ocorreu em 2022. Naquele ano, foram 429 casos confirmados em todo o Estado, conforme os dados da plataforma IntegraSUS.

No acumulado dos últimos quatro anos, a doença já causou a morte de 16 pessoas no País, sendo a última em abril de 2023.

Nesse cenário, o ano de 2026 se destaca por ser o menor em número de casos confirmados na série histórica.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA MPOX?

O diagnóstico é laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético, feito por meio da coleta de material das lesões de pele.

Conforme o Ministério da Saúde, a amostra a ser analisada é coletada, preferencialmente, da secreção das lesões.

Quando as lesões já estão secas, são examinadas as crostas das lesões. As amostras são encaminhadas para os laboratórios de referência no Brasil.

O QUE FAZER PARA SE PREVENIR?
As medidas de prevenção consistem em evitar contato direto com as lesões de pele e a prática de sexo seguro.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão.

Fonte:Diário do Nordeste