O Ceará registrou o primeiro caso confirmado de Mpox em 2026. A informação consta no painel de monitoramento do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica, atualizado na terça-feira (10). O diagnóstico foi contabilizado no mês de fevereiro.
Além da confirmação, o estado também apresenta dois registros classificados como casos prováveis da doença. Os dados fazem parte do acompanhamento realizado na região Nordeste, que soma três casos confirmados e dois prováveis neste ano.
Até o momento, não há registro de mortes por Mpox na região. O painel epidemiológico também indica que 67 notificações seguem como casos suspeitos em investigação.
Perfil do paciente no Ceará
De acordo com o registro do Ministério da Saúde, o primeiro paciente diagnosticado no Ceará é um homem branco, de 37 anos, heterossexual, que relatou manter relações sexuais com mulheres. O painel também aponta que ele possui ensino médio completo.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) para obter mais informações sobre o caso e aguarda retorno.
Situação da Mpox no Brasil
Em todo o país, o Brasil registra 140 casos confirmados e nove casos prováveis de Mpox em 2026. Além disso, existem 539 notificações suspeitas que ainda estão sob investigação.
Segundo o painel epidemiológico, o país não registrou mortes pela doença neste ano.
A maior parte dos casos confirmados ocorreu nos dois primeiros meses de 2026. O sistema aponta 68 casos registrados em janeiro e 70 em fevereiro. Em março, até o momento, foram contabilizados 11 casos.
Cidades com casos confirmados
Os registros confirmados estão distribuídos em diferentes estados do país. São Paulo lidera o número de casos, com 93 confirmações. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 18 casos, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, com 11 cada.
Também foram registrados casos no Piauí, Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Pará e Santa Catarina.
Formas de transmissão da Mpox
A principal forma de transmissão da Mpox ocorre por meio do contato direto entre pessoas, especialmente pelo contato com lesões na pele, secreções corporais ou fluidos de uma pessoa infectada.
A transmissão também pode acontecer durante contato próximo e prolongado com gotículas respiratórias ou outros fluidos corporais.
Perfil dos casos no Nordeste
No recorte regional, os dados indicam idade média de 31 anos entre os casos registrados no Nordeste. A mediana de idade geral, considerando também notificações suspeitas, é de 37 anos.
Em relação ao sexo, 60% dos casos são do sexo masculino e 40% do sexo feminino. No perfil por identidade de gênero, 60% dos registros correspondem a homens cisgênero, 20% a mulheres cisgênero e 20% não tiveram essa informação registrada.
A distribuição por faixa etária aponta dois casos entre pessoas de 40 a 49 anos, um entre 30 e 39 anos, um entre 18 e 29 anos e um na faixa de 10 a 14 anos.
Quanto à orientação sexual, 40% dos casos são de pessoas heterossexuais, 40% homossexuais e 20% não tiveram essa informação registrada ou não se aplica.
As informações fazem parte do sistema nacional de vigilância da Mpox e são atualizadas conforme novas notificações são investigadas e confirmadas pelas autoridades de saúde.
Fonte: Diário do Nordeste

