Ceará gera 16,4 mil novas vagas formais em outubro e recupera empregos perdidos na pandemia

Com a geração de 16,4 mil novos postos de trabalho em outubro, o Ceará recuperou todas as vagas perdidas entre os meses de março e junho devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, este também é o melhor resultado mensal do Estado em 2020.

O saldo positivo – o quarto consecutivo desde julho – é fruto da diferença entre 42.760 admissões e 26.324 desligamentos registrados no mês passado.

O secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado, Maia Júnior, comemorou os números e apontou que a recuperação dos empregos perdidos na pandemia antes do previsto foi uma ótima surpresa. “Nós conseguimos recuperar em quatro meses o que perdemos em quatro meses. A gente estimava que, mantendo a média de geração de novas vagas, conseguiríamos zerar essa conta até o fim do ano. Mas isso aconteceu já agora em outubro. É bastante relevante”, afirmou.

Ele ressaltou que os meses de novembro e dezembro costumam ser ainda melhores para o mercado de trabalho local diante da influência das festas de fim de ano, o que deve fortalecer o saldo positivo do Estado no ano, embora ainda aquém do que era esperado antes da pandemia.

“Isso deixa o Ceará em um quadro positivo muito melhor para se pensar no próximo ano, apesar de 2021, para mim, ainda depender muito do andamento das reformas e da pactuação do Congresso com o poder Executivo”.

O secretário ainda destacou o empate do Ceará e da Bahia em saldo de empregos gerados. “A Bahia gerou apenas um emprego a mais que o Ceará. Considero resultados iguais, sendo que a Bahia tem uma estrutura econômica muito mais bem montada, é a maior do Nordeste. Eles têm empresas estruturantes que a gente não tem, como refinaria, indústria de papel e celulose, fábrica de automóveis, um polo petroquímico muito forte. Mas o Ceará conseguiu gerar o mesmo número com economia bem menor, o que acaba sendo muito mais relevante”, avaliou Maia.

Atrás dos estados do Ceará e da Bahia, no Nordeste, aparecem Pernambuco (13.016), Maranhão (5.772), Rio Grande do Norte (4.763), Alagoas (4.643), Sergipe (3.523), Piauí (3.492) e Paraíba (1.437).

Fonte: Diário do Nordeste

Deixe uma resposta