O Ceará iniciou 2026 com queda significativa nos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs). Dados consolidados pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), apontam redução de 29% nas mortes violentas no estado em janeiro. Fortaleza apresentou diminuição de 36,4% e a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou retração ainda mais expressiva, de 43,8%.
O Ceará iniciou 2026 com queda significativa nos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs). Dados consolidados pela Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), vinculada à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), apontam redução de 29% nas mortes violentas no estado em janeiro. Fortaleza apresentou diminuição de 36,4% e a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou retração ainda mais expressiva, de 43,8%.
Estado e capital apresentam menor número de CVLIs
Ao todo, janeiro de 2026 contabilizou 191 mortes violentas no Ceará, 78 casos a menos em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram registrados 269 CVLIs. Em Fortaleza, foram 42 ocorrências neste ano, contra 66 no mesmo período do ano passado, consolidando o melhor resultado da série histórica da capital na comparação entre meses de janeiro.
Os CVLIs englobam os crimes de homicídio doloso, feminicídio, lesão corporal seguida de morte e roubo seguido de morte.
Região Metropolitana tem queda de 43,8%
A Região Metropolitana de Fortaleza também apresentou desempenho histórico, com redução de 43,8% nos CVLIs em janeiro de 2026. Foram 36 registros neste ano, frente a 64 ocorrências no mesmo período de 2025. O resultado representa o melhor índice da RMF nos últimos 176 meses.
Entre os municípios, Maracanaú se destacou com redução de 92,3% nas mortes violentas. Em janeiro de 2026, foi registrado apenas um CVLI, contra 13 ocorrências no mesmo mês de 2025, configurando o melhor resultado de toda a série histórica do município. Maranguape também apresentou queda expressiva, com um registro neste ano, frente a oito no ano anterior, o que representa redução de 87,5% e o melhor desempenho dos últimos nove meses.
A região Norte do Ceará acompanhou a tendência de queda, com redução de 34,9% nos CVLIs. Em janeiro de 2026, foram registradas 56 ocorrências, 30 a menos do que no mesmo período de 2025, quando houve 86 casos.
O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Sá, destacou que os resultados são consequência do trabalho integrado das forças de segurança e dos investimentos realizados pelo Governo do Ceará. Segundo ele, a estratégia envolve a divisão do estado por áreas, definição de responsáveis e estabelecimento de metas, além do reforço do policiamento ostensivo em regiões identificadas como manchas criminais.
“O programa Ceará Contra o Crime é um exemplo de iniciativa que potencializa o combate à criminalidade, com o objetivo de trazer paz e tranquilidade para a população por meio de investimentos em recursos humanos e materiais”, afirmou.
Prisões por CVLIs crescem em todas as regiões do estado
Além da redução nos índices de mortes violentas, o estado também registrou aumento nas prisões e apreensões por CVLIs ao longo de 2025. De janeiro a dezembro do ano passado, houve crescimento de 32,5% nas capturas, totalizando 2.883 prisões no Ceará.
Em Fortaleza, o aumento foi de 23,7%, com 752 capturas em 2025, contra 608 em 2024. Na Região Metropolitana, o crescimento chegou a 40,8%, passando de 603 para 849 prisões e apreensões. No Interior Sul, o avanço foi de 46,5%, com 696 capturas em 2025, frente a 475 no ano anterior. Já no Interior Norte, o aumento foi de 16,8%, com 570 prisões em 2025, contra 488 em 2024.
DHPP da Região Metropolitana reforça investigações
Como parte das ações para fortalecer o enfrentamento à criminalidade, o Governo do Ceará inaugurou, em dezembro de 2025, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Região Metropolitana de Fortaleza. A unidade conta com quatro delegacias responsáveis pela apuração de CVLIs em Caucaia, onde o departamento está sediado, além de Maranguape, Maracanaú e Pacatuba.
A implantação do DHPP na RMF integra o conjunto de medidas adotadas pelo Governo do Estado para ampliar a presença da Polícia Civil e reforçar as ações investigativas na região.
Fonte: GC+

