Celebrações religiosas presenciais estão proibidas no fim de semana

Desde segunda-feira, 12, os espaços religiosos do Ceará foram autorizados a realizar atividades presenciais com até 10% da capacidade de público em celebrações. Entretanto, no final de semana o Estado ficará em lockdown e todas as missas e cultos presenciais estarão proibidos. A determinação, entretanto, não muda a rotinas das igrejas e templos em Fortaleza, que optaram por não reabrir.

Em razão do cenário crítico da pandemia de Covid-19, a Arquidiocese de Fortaleza decidiu que as missas seguem formato virtual. Em nota, o arcebispo Dom José Antonio Tosi considera que “o cenário da Covid-19 no nosso Estado ainda preocupa e inspira cuidados (a ponto de o governo manter o isolamento social rígido)”. Diante disso, ele determinou que “as celebrações nas comunidades eclesiais católicas e que os atendimentos pastorais, continuem acontecendo conforme o que foi anteriormente determinado”.

“E com os devidos protocolos mesmo nos dias e horários permitidos pelo atual decreto, até que possamos ter, ainda que com público reduzido, as celebrações presenciais também nos finais de semana, em que celebramos o Dia do Senhor, com mais segurança e estabilidade”, complementa a nota. A Arquidiocese afirma que espera novos posicionamentos das autoridades sanitárias e determinações dos decretos governamentais futuros para alteração das medidas.

Nas igrejas católicas, estão permitidas:

  • Celebrações de missas sem presença de público, exceto da equipe celebrativa e da equipe de transmissão;
  • Atendimento para orientação religiosa ou confissão;
  • Serviço de atendimento na secretaria em caráter virtual;
  • Igrejas podem permanecer abertas, guardando os devidos cuidados sanitários e as recomendações próprias deste período, ou seja, sem a presença constante de fiéis e aglomerações.

De acordo com o Pastor Sandro Fiúza, representante evangélico no Comitê Covid-19 do Governo do Estado, a decisão de manter os templos fechados ocorre, dentro outros motivos, em razão do toque de recolher. “Abrir as igrejas apenas de segunda a sexta tem efeito prático irrelevante, pois as atividades religiosas principalmente se concentram aos fins de semana”, afirma.

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