Ciro diz que tem “toda uma plataforma” para começar a cobrar Bolsonaro daqui a cem dias

Ciro Gomes (PDT) disse que “daqui a 100 dias tem toda uma plataforma” por onde vai começar a cobrar o Governo Bolsonaro. Segundo o pedetista, terceiro colocado na corrida presidencial de 2018, foi esse papel (o de oposição) que a população deu a ele. “O papel da oposição é estimular Bolsonaro ao jogo democrático, obrigá-lo a seguir a institucionalidade democrática”, afirmou em entrevista ao El País.

Ciro diz que, no momento, está “dando um tempo”. “Não quero ser um trombeteiro que nem um petista raivoso, que é o tipo mais parecido com um bolsominion. Deixa o Bolsonaro tomar pé das coisas”, respondeu a ser questionado sobre suposto caso de corrupção envolvendo presidente, o que envolve o motorista Fabrício Queiroz.

Governabilidade de Bolsonaro

Ele afirma que o presidente tem força para construir um pacto pela governabilidade, mas não sabe se conseguirá.  “O Parlamento fica vulnerável a este expediente da rua que diz: ‘Ajuda o homem! O homem foi eleito, ajuda ele, não atrapalha’. E nós temos que ter essa sensibilidade. Não em respeito ao Bolsonaro, mas em respeito ao milhões de brasileiros que deram a ele a maioria”.

Ciro diz ainda não acreditar que Bolsonaro consiga abrandar as regras sobre posse de arma por meio de Medida Provisória. “O Supremo tenderá a dizer que é inconstitucional. Bolsonaro trabalha com duas agendas”.

Campo de batalha

Em sua avaliação, o presidente trabalha com duas agendas, uma na área dos costumes, sobre a qual “vai reinar facilmente”, “porque a sociedade está cansada da violência e predisposta a experimentar inovações”. Já a outra, referente à geração de empregos, juros e aposentadoria, é para a qual “devemos chamá-lo”. Nessa seara, diz Ciro, Bolsonaro não tem entendimento, tendendo a mal interpretar e “dar o remédio errado”. “Mas se a gente for discutir “kit gay”… não que o assunto não mereça discussão. Estou só dizendo que o Bolsonaro não pode escolher o campo de batalha”.

Lula, PT e Haddad

O pedetista diz que aceitaria o PT numa frente de oposição e que o partido “não é o inimigo”. “Agora, nós precisamos não nos comprometer”. Conforme Ciro o “jovem” precisa de uma plataforma que não requeira um “guru”, que “de dentro da cadeia fique mandando recado”. “Isso é o fundo do poço”. Isso não quer dizer, no entanto, prossegue que se “abandone o Lula”.  “A questão central do país não pode ser identitarista ou o salve Lula”. Para ele, Lula não é um preso político e sim um “preso comum”.

Ciro volta a falar que foi o antipetismo que elegeu Bolsonaro e cita erros do partido. “Não faço campanha com eles nunca mais”. Ao ser questionado sobre a falta de apoio a Fernando Haddad (PT) no segundo turno disse que isso não estava em suas mãos.  “Todas as pesquisas indicavam com muita clareza que esta era uma eleição perdida”, diz ele que revelou ter votado no petista no segundo turno.

Ataques criminosos no Ceará

O El País informa que a entrevista foi feita em 2 de janeiro e que, após o início da onda de ataques criminosos no Ceará, pediu novas respostas a Ciro, mas ele preferiu aguardar alguns dias para ter mais informações a respeito antes de emitir opinião.

Leia íntegra da entrevista AQUI.

Fonte: Focus.jor

Jonas Deison

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