Coluna: Conversando com a mãe Dilma, por Silveira Rocha

Olá mãe Dilma! Tudo bem com a senhora?  Melhorou da enxaqueca?  Bem que eu avisei que aquele jantar com o pessoal do PMDB não iria lhe fazer bem. Sorte sua não ter sido roubada, e não  terem colocado veneno na sua comida.  

Mãe faltam só 100 dias para a Copa do Mundo e o país está longe de terminar todas as obras. A senhora acredita que esta será a copa das copas? Pois o povo nas ruas está dizendo que vai ser a maior zorra, e que a sua reeleição está nos pés do Neymar. 

Falando em pés, a senhora, por favor, não vá para os estádios de salto alto, nem de saiotes, pois no caso da necessidade de uma corridinha, a senhora não corre o risco de cair nem de ter a saia presa a um arame.

A senhora acredita que os brasileiros estão prontos para mostrar que sabem receber bem os turistas e contribuir para que esta seja a melhor Copa do Mundo de todos os tempo? Na sua opinião, os turistas serão recebidos com pedras ou balas?  Eu penso que eles começarão a ser roubados ainda dentro dos aviões.

Eu tenho certeza de que os turistas irão gostar dos rolezinhos, dos arrastões, dos taxistas ladrões, dos flanelinhas pilantras, dos pedintes aposentados, das pirainhas, dos políticos pirangueiros e, quem sabe, de serem assados vivos nos morros, caso desejem visitá-los.

Sim, quando acabar a copa a gente vai voltar a falar de saúde e segurança, né? Ave, a senhora não se lembrava mais?  Aqui no Brasil o negócio está assim: se o bandido não te matar na rua,  do hospital você não escapa. Já até estão pensando em fazer o filme «camas assassinas».

Mãe eu gostei da intervenção do padrinho Lula para resolver suas alianças políticas. Ele leva jeito em tratar com os que gostam de levar as coisas. Não, mãe, eu não disse que todo político é ladrão, mas sim que nem todo ladrão é político. 

Estou mandando boldo para a senhora fazer chá para essas dores de cabeça. Não senhora, nada de cana desta vez. Fique boa primeiro, depois a senhora bebe.  Grande abraço mãe.