Companhia 4 portas apresenta A Falecida de Nelson Rodrigues nesta quarta-feira.

Depois de duas noites de espetáculo superando as expectativas tanto em público quanto em qualidade a 4 Portas na Mesa continua a temporada com mais uma peça de Nelson Rodrigues. Desta vez: A Falecida. Com o núcleo de artistas da turma um encenando a sua segunda montagem. Assim como O Beijo no Asfalto, A Falecida enquadra-se no que os críticos chamam de Tragédias Cariocas. “O que me atrai particularmente na obra de Nelson Rodrigues, principalmente nas Tragédias Cariocas, é o que há nelas de elementos expressionistas”, diz Chico Expedito, diretor geral da peça. “Há uma tendência à intensificação expressiva e mesmo caricata da realidade, ao uso livre de elementos reais para apresentar uma visão aprofundada do cotidiano.”

A OBRA
Encenado pela primeira vez em 1953, a obra ainda ecoa na sociedade brasileira atual. Explorando temas universais e tendo como pano de fundo o subúrbio carioca produzindo episódios que não recusam o trivial e o convencional, (cartomantes, adúlteras, incomunicabilidade nas relações, primas fofoqueiras, fanatismo pelo futebol, um enterro com cavalos e penachos, todos esses clichês estão presentes) admitindo até pretextos dramáticos próximos ao inverossímil ou folhetinesco a peça traz o humor corrosivo que é a marca registrada do seu autor. Para Chico “é uma peça muito singular pelo o coloquialismo no diálogo e ao mesmo tempo, no quanto se aprofunda ao desvendar a alma humana”. “Trato A Falecida como uma ‘farsa irresponsável’, aliás, definição cunhada pelo próprio Nelson.”

A MONTAGEM
É a segunda montagem da Turma Um da 4 Portas em parceria com ECOA. O texto foi adaptado a um elenco jovem e dinâmico, refletindo o ritmo forte do espetáculo mas mantendo-se fiel ao conteúdo. A ambientação e o figurino também foram pensados de acordo com os recursos disponíveis, mas isto não intimida a trupe. Pelo contrário, aliando a trilha sonora, este espetáculo procura romper com o naturalismo cênico e se preocupa apenas em traduzir toda relevância e profundidade do texto.

A DIREÇÃO
Para Chico Expedito a conotação sexual sempre atribuída ao texto não contribui para revelar a sua profundidade. “Sempre achei que havia (nas peças) mais que a conotação sexual, aspecto tão valorizado nos filmes ou em quase todas as montagens produzidas por aí.” “Enxergo uma obra perene, universal e atual, de tal forma nossa e do nosso tempo, que parece ter nascido do âmago dos nossos problemas humanos e estéticos.” E é esta a proposta que poderá ser conferida por todos no Theatro São João quarta (16) e quinta-feira(17). “Acredito que o público de teatro esteja interessado em ver uma realidade que está por trás dessas realidades imediatas de todos os dias queira ver a essência dos personagens e do nosso tempo. Fazer o que se faz em quase todas as montagens produzidas é diminuir a obra de Nelson Rodrigues” – Completa Chico Expedito

O espetáculo “O Beijo no Asfalto” faz parte da Programação Cultural do Mês de Maio #OcupaSobral, e tem a parceria e apoio do Instituto ECOA e da Secretaria de Cultura, Juventude, Esporte e Lazer de Sobral.

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SERVIÇO:
Espetáculo “A Falecida”
Data: 16 e 17 de maio de 2018
Horário: 20h
Local: Theatro São João
Ingresso: Inteira R$ 10,00 / Meia R$ 5,00
Classificação 16 anos

Jonas Deison

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