Consumo de cerveja no Brasil para a Copa do Mundo 2026 promete superar anfitriões
O Brasil se prepara para a Copa do Mundo de 2026 com uma projeção que promete agitar o mercado de bebidas: o país deve consumir mais cerveja que as nações anfitriãs do torneio. É o que revela um relatório recente do Citi, que analisou os hábitos de torcedores em diversos países, colocando os brasileiros no topo de vários cenários de consumo e engajamento.
A pesquisa aponta para um aumento significativo na ingestão da bebida durante os jogos, refletindo não apenas uma preferência, mas uma forte associação cultural entre o futebol e a cerveja no território nacional. Este cenário coloca o Brasil em destaque, superando expectativas de consumo em comparação com México, Estados Unidos e Canadá, os países que sediarão o mundial.
Expectativa de consumo de cerveja: Brasil à frente dos anfitriões
A análise do Citi destaca que uma parcela considerável dos torcedores brasileiros planeja intensificar o consumo de cerveja durante a Copa do Mundo de 2026. Cerca de 58% dos entrevistados no Brasil indicaram que esperam beber mais do que o habitual, um percentual que supera significativamente o de outros países pesquisados. Para efeito de comparação, no México, 43% dos torcedores expressaram essa intenção, enquanto nos Estados Unidos o índice foi de 33% e no Canadá, 25%. Mais detalhes sobre análises de mercado podem ser encontrados em Valor Econômico.
Além disso, a pesquisa aprofunda essa tendência ao revelar que 26% dos brasileiros esperam consumir “consideravelmente mais” cerveja durante o período dos jogos. Este dado contrasta com os 15% do México, 14% dos Estados Unidos e apenas 7% do Canadá, reforçando a posição do Brasil como líder na intenção de consumo. O relatório sublinha que países da América Latina, como o Brasil, tendem a associar o futebol à cerveja de forma mais intensa do que outras regiões do mundo.
A cultura do futebol e a paixão pela cerveja no Brasil
A forte ligação cultural entre o futebol e a cerveja é um dos pilares que explicam a projeção de alto consumo no Brasil. Embora os Estados Unidos possam ter um consumo total de cerveja maior, a paixão pelo futebol é inegavelmente mais enraizada na cultura brasileira. Essa conexão se traduz diretamente na preferência pela bebida durante os momentos de torcida e celebração do mundial.
O estudo do Citi, que ouviu um total de 1.800 pessoas em sete países (Estados Unidos, México, Canadá, Brasil, França, Itália e Reino Unido), também ressalta o caráter social do consumo no Brasil. Um impressionante percentual de 83% dos brasileiros pretende assistir aos jogos do torneio na companhia de familiares ou amigos. Este número é quase o dobro do registrado nos Estados Unidos (48%) e supera também o México (76%) e o Canadá (67%), evidenciando a dimensão coletiva e festiva da experiência da Copa no país.
Preferências de marcas: Heineken lidera, Coca-Cola nos não alcoólicos
No cenário das preferências de marcas de cerveja, a Heineken se destaca no gosto dos consumidores brasileiros. O levantamento aponta que 40% dos pesquisados têm a marca como sua escolha favorita. Mesmo com a presença de grandes grupos como a Ambev, que engloba rótulos populares como Brahma, Corona e Amstel, a Heineken consegue manter a liderança, capitalizando sobre a cultura da cerveja e do futebol no Brasil.
Além das bebidas alcoólicas, o relatório também explorou as preferências dos brasileiros em relação a opções não alcoólicas que acompanharão os jogos. Entre os refrigerantes, a Coca-Cola lidera com 43% da preferência, seguida pelo Guaraná Antarctica, com 15%. A companhia Coca-Cola também se beneficia ao incluir em seu portfólio outras marcas procuradas, como Sprite, Fanta e Kuat. Para os que buscam um impulso extra, os energéticos também têm seu espaço, com a Red Bull sendo a escolha favorita de 50% dos entrevistados.
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