Contas de energia no Ceará terão reajuste de quase 25%; aumento é o maior em nove anos

Os cearenses terão poucos dias para aproveitar a redução nas contas de energia com a volta da bandeira tarifária verde. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu, nesta terça-feira (19), o valor do reajuste que vai ser aplicado às contas da Enel no Ceará. O reajuste tarifário anual médio aprovado foi de 24,88%. O novo valor terá vigor no Estado a partir do dia 22 de abril.

BAIXA TENSÃO

  • Média de consumidores residenciais, rurais e comerciais de pequeno porte e outros: 25,12%

ALTA TENSÃO

  • Consumidor industrial e comercial de grande porte: 24,18%

EFEITO MÉDIO AO CONSUMIDOR

  • Média de todos os consumidores: 24,88%

Bandeira Verde

No último dia 16 de abril, passou a vigorar o País a bandeira tarifária verde, que substituiu a bandeira tarifária de escassez hídrica.

Essa bandeira cobrava taxa extra de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. Com o fim da cobrança, a expectativa inicial era de uma redução de até 20% nas contas de energia. No entanto, esse cálculo não levou em consideração o reajuste anual feito Aneel.

Reajustes

Além do reajuste no Ceará, também foi definido o novo valor cobrado pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) e pela Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern).

No Rio de Janeiro, o aumento médio aprovado foi de 14,68%, chegando, para o consumidor residencial, a 15,53%.

Contas de energia

No ano passado, o reajuste médio foi de 8,95% no Ceará, sendo 8,54%  para os clientes de baixa tensão e de 10,21% para clientes de média e alta tensão, como indústrias e grandes comércios. Veja como ficaram os reajustes nos anos anteriores:

  • 2013: 3,92%
  • 2014: 16,77%
  • 2015: 10,28% (extraordinária)
  • 2015: 11,69%
  • 2016: 12,97%
  • 2017: 0,15%
  • 2018: 4,96%
  • 2019: 8,29%
  • 2020: 3,94%
  • 2021: 8,95%

Expectativa para 2023

Para o próximo ano, o Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia-CE) estima que a conta de luz poderá ficar ainda mais cara para o consumidor. O motivo é o empréstimo de até R$ 10,5 bilhões para empresas do setor elétrico. Esse valor teve como objetivo a cobertura dos custos ainda não pagos da crise energética do ano passado e reduzir a alta da energia em 2022. Isso sem contar com as bandeiras tarifárias.

Fonte GC Mais

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