Coreia do Norte demonstra distanciamento do Irã, aponta inteligência sul-coreana
A Coreia do Norte parece estar se afastando do Irã, país com o qual tradicionalmente mantém boas relações, de acordo com informações da agência de inteligência da Coreia do Sul.
Durante um briefing do Serviço Nacional de Inteligência (NIS) nesta segunda-feira (6), o deputado Park Sun-won destacou que Pyongyang ainda não forneceu armas ou materiais ao Irã, indicando um distanciamento em relação ao país.
Park também mencionou que a Coreia do Norte não enviou condolências pela morte do antigo líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, em ataques dos EUA e Israel, nem parabenizou Mojtaba Khamenei por assumir como novo líder, conforme informações do NIS.
Possível estratégia diplomática
O parlamentar sugeriu que essa postura pode ser uma tentativa de buscar novas oportunidades diplomáticas antes da cúpula esperada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês Xi Jinping, agendada para maio. A China é um dos principais aliados da Coreia do Norte.
Outro deputado, Lee Seong-kwon, acrescentou que o país tem evitado criticar diretamente Trump nos últimos meses, indicando uma possível mudança de postura.
Desafios econômicos e busca por suprimentos
Além disso, o NIS apontou que a Coreia do Norte enfrenta dificuldades econômicas devido ao conflito no Oriente Médio, com problemas no fornecimento de materiais industriais, aumento de preços e instabilidade na taxa de câmbio. O país busca expandir o fornecimento de petróleo da Rússia para lidar com a situação.
Diante desse cenário, a postura de distanciamento da Coreia do Norte em relação ao Irã parece refletir uma possível reconfiguração de suas relações internacionais.
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