Corredora atacada por cão selvagem durante ultramaratona no Quirguistão

Ioana Barbu estava participando de uma ultramaratona de 200 km nas montanhas Tian Shan, no Quirguistão, quando foi surpreendida por um cão selvagem.

Uma tempestade intensa atingiu a região, trazendo granizo e fazendo as temperaturas despencarem de 35º para entre cinco e 10º em questão de minutos.

Ventos fortes haviam destruído as marcações do percurso, levando muitos competidores a desenvolverem hipotermia e desistirem. No entanto, Barbu continuou correndo, até sentir o ataque do cão.

"Eu só estava correndo. A primeira coisa que soube sobre esse cachorro foi quando ele cravou os dentes em mim", contou Barbu à CNN.

Superando as adversidades

Mesmo ferida, Barbu conseguiu se afastar do animal, pedir ajuda aos médicos da corrida e prosseguir, decidindo terminar a prova de quase 3.200 metros de altitude.

No ano passado, ela se tornou a primeira pessoa a completar a Global Race Series em um ano civil, correndo 940 quilômetros em quatro ultramaratonas autossuficientes.

Um desafio constante

Barbu enfrentou condições extremas em diversas regiões, como o Ártico, a selva, as montanhas e o deserto, completando seis corridas em um ano.

Ela se preparou intensamente, treinando como uma atleta profissional e superando desafios como animais selvagens, cobras, rios e temperaturas extremas.

Inspirando outros

Barbu espera motivar outras pessoas a saírem de suas zonas de conforto e acreditarem em suas capacidades.

"Você só tem uma vida, e acho que você deve vivê-la ao máximo. Se você tem um sonho, você deve persegui-lo", declarou.

A corredora amadora agora se prepara para novos desafios, como uma corrida na Mongólia e outra na Antártica.

Barbu é um exemplo de determinação e superação, mostrando que com esforço e dedicação, é possível alcançar grandes feitos.

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