Criança de dois anos é salva de engasgo por policial em Crateús, no interior do Ceará

Agente da PCCE realizou manobras de desobstrução e conseguiu reverter o quadro ainda no local

Um policial civil salvou uma criança de dois anos após um episódio de engasgo no município de Crateús, no interior do Ceará. O caso ocorreu no dia 20 de março de 2026, quando agentes da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) trafegavam pela via e foram acionados pela mãe da vítima. Diante da urgência, o investigador iniciou manobras de primeiros socorros e conseguiu restabelecer a respiração da criança ainda no local.

De acordo com informações da corporação, os policiais perceberam o desespero da mãe e pararam imediatamente para ajudar. O oficial investigador assumiu o atendimento e realizou as técnicas de desobstrução das vias aéreas, revertendo o quadro de engasgo.

Após o atendimento inicial, a criança recuperou os sinais vitais e foi encaminhada a uma unidade hospitalar da região, onde recebeu assistência médica especializada.

O atendimento rápido foi decisivo para evitar complicações mais graves. Casos de engasgo podem evoluir rapidamente, principalmente em crianças pequenas, devido à obstrução das vias respiratórias.

Situações como essa exigem resposta imediata. A atuação do policial civil demonstra a importância do conhecimento em primeiros socorros, que pode fazer a diferença em emergências do dia a dia.

Além disso, episódios semelhantes não são incomuns. Em Fortaleza, por exemplo, uma criança também precisou ser socorrida recentemente após se engasgar nas proximidades da Areninha da Serrinha, sendo atendida por agentes da Guarda Municipal.

Engasgo registra milhares de atendimentos e exige atenção

Dados do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, apontam que mais de 5 mil atendimentos por engasgo foram registrados em 2025. Ao todo, foram 5.106 ocorrências, o que representa uma média de cerca de 14 casos por dia.

Segundo especialistas, o engasgo está entre as principais causas de atendimento na unidade hospitalar, ao lado de quedas e acidentes de trânsito. “Todos os anos esses números se repetem. Os engasgos aqui no IJF figuram entre as três principais causas de atendimento”, afirma o médico Adalberto Vieira.

Os dados acendem um alerta, já que consideram apenas uma unidade de referência. Outros atendimentos realizados em hospitais privados, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não entram na estatística.

Crianças pequenas e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis. No caso das crianças, o reflexo ainda em desenvolvimento aumenta o risco. Já entre idosos, fatores como doenças pré-existentes podem agravar o quadro.

Primeiros socorros podem salvar vidas em casos de engasgo

Em situações de engasgo, a recomendação é agir rapidamente. Para bebês, a orientação é colocá-los de bruços sobre o braço e realizar compressões entre as costas. Em seguida, deve-se virar a criança e aplicar compressões no tórax.

Para crianças maiores e adultos, é possível alternar golpes nas costas com compressões abdominais, com o objetivo de expulsar o objeto que bloqueia a passagem de ar.

Especialistas reforçam que os primeiros socorros devem ser realizados até que a vítima receba atendimento médico. Em casos mais graves, quando há perda de consciência, o encaminhamento imediato a uma unidade hospitalar é essencial.

Fonte: GC Mais