Curativo líquido da Unicamp acelera cicatrização em até 50%: inovação dispensa gaze, seca em 45 segundos e cria película protetora transparente
Pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de Campina) desenvolveram um curativo líquido bioativo que pode acelerar em até 50% a cicatrização de feridas.
A tecnologia utiliza extratos naturais da casca da romã e do alecrim e forma uma película protetora sobre a pele após a aplicação.
A formulação foi desenvolvida para o tratamento de feridas cutâneas, rupturas na integridade da pele que podem ser causadas por fatores externos ou internos, e busca oferecer uma alternativa aos curativos convencionais.
De acordo com a Inova Unicamp, agência de inovação da universidade, o material tem ação antimicrobiana e antioxidante, além de ser resistente à água e de fácil aplicação.
Como funciona o curativo líquido?
O produto é composto por PVP (polivinilpirrolidona), um polímero utilizado na formulação, combinado a extratos da casca da romã e do alecrim. A mistura é aplicada em consistência pastosa e seca rapidamente, formando uma camada protetora sobre a lesão.
Segundo a Inova Unicamp, a formulação contém compostos fenólicos associados a propriedades antimicrobianas e antioxidantes.
A proposta é ajudar a proteger a ferida e inibir o crescimento de microrganismos, reduzindo um dos riscos envolvidos no processo de recuperação da pele.
A tecnologia também utiliza água e etanol como solventes. A universidade destaca a facilidade de aplicação, a resistência à água e o potencial de reduzir o desconforto associado ao uso de solventes mais agressivos.
Alternativa aos curativos convencionais
Entre as limitações dos curativos tradicionais apontadas pela Inova Unicamp estão a necessidade de trocas frequentes, a capacidade limitada de manter condições adequadas de umidade em algumas formulações, o risco de infecção e a baixa biodegradabilidade de determinados materiais.
O curativo líquido foi desenvolvido para contribuir com o tratamento de feridas cutâneas e apresenta potencial de aproveitamento de resíduos agroindustriais, já que utiliza extratos da casca da romã.
A proposta também busca reduzir a necessidade de medicamentos adicionais com ação antimicrobiana na formulação do curativo. A universidade considera o material como biocompatível e destaca seu potencial de produção a baixo custo.
Fonte:CNN Brasil

