Dados mostram que 45% do jovens usam o Tiktok para tirar dúvida sobre acne
A acne é considerada comum na vida dos adolescentes, mas a forma de buscar informações e tratamentos para a doença tem se transformado entre esse público. Cerca de 45% dos jovens entre 16 e 17 anos recorrem ao Tiktok para informações de como tratar a condição. Isso representa cerca de quatro em cada dez adolescentes que buscam a rede social em vez de procurar um especialista.
A constatação faz parte de um levantamento exclusivo enviado à CNN Brasil nesta sexta-feira (2). O estudo, realizado pela Darrow em parceria com a AtlasIntel, ouviu 1.022 brasileiros entre 16 e 25 anos com o intuito de compreender percepções, comportamentos e experiências relacionadas à acne.
Ainda de acordo com a pesquisa, 28,6% dos jovens procuram orientação diretamente com um dermatologista, enquanto outros 17,4% recorrem a ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, para tirar dúvidas sobre a própria pele.
Para a dermatologista Dra. Marianna Pires, apesar da intensificação da produção de vídeos sobre saúde e pele nas redes sociais, casos mais graves devem ser tratados com um profissional qualificado.
A avaliação de um dermatologista é importante justamente para identificar o quadro e definir o tratamento mais adequado para cada paciente. Por isso, o acompanhamento personalizado é tão importante.
Marianna Pires, dermatologista
Comparação é frequente entre os mais novos
Segundo o levantamento, 53,5% dos participantes afirmam comparar sua aparência com a de pessoas que veem nas redes sociais todos os dias ou com frequência.
Além disso, 73,8% concordam que filtros, edições e maquiagem criam uma expectativa irreal sobre a aparência da pele. Mesmo assim, 38,4% admitem já ter utilizado filtros em fotos publicadas nas redes sociais para esconder a acne.
Para Beatriz Perez, gerente de Marketing da Darrow, os resultados mostram a importância de ampliar a discussão sobre autoestima entre os mais novos.
Esses números confirmam o que ouvimos todos os dias de quem vive com acne: o impacto vai muito além da pele. Estamos falando de autoestima, de relações sociais, de jovens que deixam de viver momentos importantes por causa de um julgamento que não deveriam sofrer. Por isso, a Darrow entende que cuidar da acne também é cuidar da saúde emocional de quem convive com ela.
Beatriz Perez, gerente de Marketing de Darrow
Quase metade dos jovens deixam de fazer atividades do dia a dia por estar com acne
Cerca de 41,7% dos jovens entre 16 e 25 anos afirmam já ter deixado de realizar alguma atividade cotidiana por causa da acne.
Além da condição, entre os fatores que mais os afetam negativamente estão: peso ou o formato do corpo, dentes ou sorriso, olheiras, manchas na pele, marcas, oleosidade ou brilho excessivo no rosto.
Custo influencia na falta de consultas e tratamento profissional
O custo de consultas médicas e produtos para a pele é levado pelos participantes como uma condição ruim para buscar o tratamento.
Com isso, além de recorrerem as redes sociais, a busca por soluções caseiras também aparecem entre os relatos dos jovens. No entanto, isso pode piorar a infecção e até impulsionar para outras doenças.
Para a dermatologista Marianna Pires, o acompanhamento médico é importante. Quando a consulta com um especialista não é possível, o ideal é que os jovens busquem informações de especialistas e não acreditem em todos os conteúdos encontrados na internet.
Recebo casos complexos no consultório e busco ir além do tratamento médico e ser empática com o momento delicado que alguns pacientes enfrentam. Também defendo a presença dos dermatologistas nas redes sociais, compartilhando conteúdo científico relevante e tornando mais acessíveis as informações clínicas no ambiente digital, que os jovens mais frequentam.
Marianna Pires, dermatologista
Metodologia
O levantamento ouviu 1.022 brasileiros entre 16 e 25 anos por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR), entre 22 de maio e 8 de junho de 2026.
A pesquisa possui margem de erro de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Fonte:CNN Brasil

