Decon autua escolas particulares em fiscalização sobre matrículas e segurança

O Programa Estadual de Proteção e Defesa del Consumidor intensificou o rigor sobre instituições de ensino privada na capital cearense. Durante inspeções recentes, dezenas de estabelecimentos foram alvos de autuações por descumprimento de normas fundamentais.

A operação conduzida pelo órgão fiscalizador analisou minuciosamente práticas administrativas, pedagógicas e estruturais em unidades de ensino. O objetivo central consistiu em coibir abusos financeiros e assegurar os direitos básicos das famílias durante o período de renovação contratual.

Fiscalização de contratos escolares e taxas abusivas

As equipes identificaram cláusulas contratuais consideradas abusivas e cobranças indevidas direcionadas aos responsáveis financeiros. Entre as principais infrações detectadas constam multas excessivas por quebra de contrato e retenção integral de quantias já quitadas.

Também chamaram a atenção dos agentes as cobranças por emissão de documentos acadêmicos e taxas extras pela permanência prolongada dos alunos na instituição. A falta de transparência nos demonstrativos de custos dificultou a compreensão clara por parte dos consumidores.

Falhas na inclusão e acessibilidade arquitetônica

O monitoramento apontou sérias deficiências no suporte pedagógico especializado voltado aos estudantes com necessidades específicas. Constatou-se a escassez de profissionais habilitados para o acompanhamento adequado e a ausência de planos educacionais individualizados.

No aspecto estrutural, vistorias revelaram barreiras físicas que comprometem a circulação de pessoas com mobilidade reduzida. Foram apontadas ainda avarias em pisos e inadequações em instalações sanitárias destinadas ao público infantil.

Irregularidades em segurança e normas sanitárias

A segurança física dos frequentadores também apresentou vulnerabilidades preocupantes mapeadas pelas autoridades competentes. Verificou-se a ausência de capacitações obrigatórias em primeiros socorros conforme legislação federal específica para o setor.

Ademais, faltavam documentos essenciais como alvarás atualizados, licenças sanitárias e laudos emitidos pelo Corpo de Bombeiros. A Ministério Público do Ceará reforça que as instituições notificadas dispõem de prazo legal para a apresentação de defesas formais.

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