A bióloga brasileira Tatiana Coelho de Sampaio alcançou um marco histórico em janeiro de 2026, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os primeiros ensaios clínicos em humanos com a polilaminina, substância desenvolvida ao longo de décadas de pesquisa. A tecnologia é apontada como uma alternativa promissora para estimular a regeneração neural em casos de lesão medular grave, trazendo esperança para pessoas com tetraplegia e outras condições incapacitantes.
Segundo informações divulgadas, os estudos experimentais apresentaram resultados animadores, abrindo caminho para que a pesquisa avance para a fase clínica, etapa essencial para avaliar segurança e eficácia em pacientes. Caso os testes confirmem o potencial terapêutico observado em laboratório, a descoberta poderá representar uma mudança significativa na medicina regenerativa e no tratamento de lesões na medula espinhal.
Especialistas destacam que a autorização da Anvisa é um passo decisivo, pois marca a transição da pesquisa básica para a aplicação em humanos, seguindo protocolos rigorosos de avaliação científica. O impacto social da iniciativa também chama atenção, já que milhões de pessoas em todo o mundo convivem com sequelas permanentes decorrentes de acidentes e traumas.
Embora ainda esteja em fase de testes, o avanço já projeta o nome da pesquisadora no cenário internacional. O reconhecimento científico, inclusive com especulações sobre uma possível indicação ao Prêmio Nobel de Medicina no futuro, reforça a relevância do trabalho desenvolvido no Brasil. Para pacientes e familiares, a expectativa é de que a inovação possa transformar vidas e inaugurar uma nova era no tratamento de lesões medulares.

