Doações do Mesa Brasil chegam a comunidades de ciganos no interior do Ceará

A pandemia da Covid-19 tem evidenciado a vulnerabilidade das comunidades ciganas no Brasil e refletido ainda mais a urgência das doações para os mais afetados. No Ceará, 120 famílias de três comunidades ciganas do interior do estado receberam cestas básicas do Mesa Brasil Sesc, rede de  bancos de alimentos, com o apoio do Global Foodbanking Network (GFN), organização não-governamental internacional que atua na articulação e mobilização de parcerias para o combate à fome em mais de 40 países.

A doação foi feita para o Instituto de Cultura Desenvolvimento e Territorial do Povo Cigano do Brasil, cadastrado na unidade regional do programa no Ceará. As famílias, moradoras das comunidades de Caucaia, Jucás (na região de Iguatu) e Sobral, estavam em situação de vulnerabilidade desde o início da pandemia. No total, o fundo já destinou cerca de 700 mil dólares ao Mesa Brasil para a compra de cestas básicas, que estão beneficiando pessoas em nove estados do país. Os recursos são de um pool de empresas multinacionais parceiras do GFN.

O Ceará é o sétimo estado do Brasil com mais domicílios em situação de insegurança alimentar, totalizando 1,3 milhão, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mostram que dos cerca de 10,3 milhões de brasileiros que passaram fome em 2018, quase metade vivia na Região Nordeste.

O Mesa Brasil Sesc é uma rede nacional de banco de alimentos, cujas doações são distribuídas para entidades assistenciais cadastradas, ajudando a complementar a refeição de milhões de brasileiros. O programa conta, hoje, com 91 unidades operacionais para coleta e distribuição em todos os estados.

Anualmente, o Mesa Brasil Sesc distribui, em média, 40 mil toneladas de produtos alimentícios  a mais de 6 mil entidades assistenciais. No primeiro semestre desse ano, as doações cresceram 21% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Com a pandemia, o programa ampliou a rede de doadores para chegar a mais pessoas, como é o caso das comunidades ciganas no interior do Ceará. Assim, conseguimos assistir um número cada vez maior de famílias vulnerabilizadas”, explica Ana Cristina Barros, gerente de Assistência do Departamento Nacional do Sesc.

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