Eleições: Datafolha aponta Lula com vantagem no primeiro turno e cenário acirrado no segundo
A reta final das eleições presidenciais ganha novos contornos com a divulgação da mais recente pesquisa Datafolha, a poucos dias do primeiro turno. O levantamento aponta uma vantagem numérica para o candidato Lula (PT) no primeiro turno, que ampliou sua liderança sobre Flávio Bolsonaro (PL). Contudo, o cenário para um eventual segundo turno permanece em aberto, com os dois principais concorrentes em uma disputa acirrada, dentro da margem de erro.
Os dados, coletados entre 28 e 30 de setembro, refletem a polarização do eleitorado e a intensificação da corrida presidencial. A pesquisa entrevistou 2.506 eleitores com 16 anos ou mais, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais para um nível de confiança de 95%, sob o registro BR-08039/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cenário do primeiro turno: Lula amplia liderança
No primeiro turno, a pesquisa Datafolha revela que Lula alcançou 42% das intenções de voto, um aumento de dois pontos percentuais em relação à rodada anterior, quando registrava 40%. Já Flávio Bolsonaro, seu principal adversário, também apresentou crescimento, passando de 36% para 38%.
Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, a vantagem de Lula se consolida em 45%, frente aos 40% de Flávio Bolsonaro. Este movimento indica uma concentração do eleitorado nos dois nomes mais fortes da disputa.
Outros candidatos como Augusto Cury (Avante) aparecem com 4%, Ronaldo Caiado (PSD) com 3%, e Renan Santos (Missão) também com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins e Wilson Grassi registram 1% cada. Os votos brancos, nulos ou nenhum somam 5%, com 2% de indecisos.
Disputa acirrada no segundo turno
Apesar da vantagem de Lula no primeiro turno, o cenário de um possível segundo turno entre ele e Flávio Bolsonaro se mantém extremamente competitivo. Na simulação, Lula aparece com 48% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro atinge 45%.
A diferença de 3 pontos percentuais entre os dois candidatos está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos. Isso significa que, estatisticamente, os dois estão em empate técnico, refletindo a intensidade da polarização. Na pesquisa anterior, o placar era de 47% para Lula e 45% para Flávio Bolsonaro, indicando uma leve ampliação numérica, mas sem alteração no status de empate técnico.
Em outros cenários de segundo turno testados, Lula mantém vantagem sobre os demais candidatos. Contra Ronaldo Caiado, ele marca 48% contra 42%. Diante de Romeu Zema, Lula alcança 49% contra 40%. Em confronto com Renan Santos, o petista tem 48% contra 39%, e contra Augusto Cury, 47% contra 42%.
Movimentações no eleitorado e rejeição
A análise dos segmentos do eleitorado revela avanços específicos para cada candidato. Lula registrou crescimento notável entre eleitores com 60 anos ou mais, passando de 42% para 49%. Ele também fortaleceu sua posição na região Sudeste (de 35% para 40%) e entre os católicos (de 45% para 50%).
Por outro lado, Flávio Bolsonaro viu seu apoio crescer entre eleitores com renda familiar de 2 a 5 salários mínimos, subindo de 40% para 47%. O candidato também obteve um aumento significativo entre os evangélicos, passando de 47% para 52%.
No quesito rejeição, ambos os principais candidatos permanecem empatados. 45% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, o mesmo percentual registrado para Flávio Bolsonaro. Os demais candidatos apresentam índices de rejeição menores, com Renan Santos (16%), Zema (15%), Caiado (14%) e Cury (11%).
Decisão do voto e avaliação governamental
A pesquisa também investigou o nível de decisão do eleitorado. Um total de 78% dos entrevistados declarou estar totalmente decidido sobre seu voto no primeiro turno, enquanto 19% ainda consideram a possibilidade de mudar de opinião. Entre os eleitores de Lula, 88% se mostram decididos, e entre os de Flávio Bolsonaro, o percentual é de 85%.
Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula aparece com 39% das menções, contra 31% para Flávio Bolsonaro. O percentual de indecisos na espontânea diminuiu de 18% para 13%, indicando uma maior cristalização do voto.
A avaliação do governo Lula também foi aferida, mostrando uma aprovação de 48% (ante 47% na pesquisa anterior) e uma desaprovação de 49% (antes 50%). A avaliação geral aponta 35% como ótimo/bom, 23% como regular e 41% como ruim/péssimo, com a aprovação e desaprovação numericamente próximas. Para mais detalhes sobre a metodologia e resultados completos, você pode consultar fontes jornalísticas como a Folha de S.Paulo, que frequentemente publica os dados do Datafolha.
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