Combustíveis fósseis disparam emissões de metano em 2025
A Agência Internacional de Energia (AIE) emitiu um alerta nesta segunda-feira (4.mai.2026) sobre o preocupante aumento das emissões de metano provenientes do setor de combustíveis fósseis, que, segundo a entidade, “permanecem em níveis muito altos”. Em 2025, o setor energético foi responsável por 124 milhões de toneladas (Mt) do gás, representando 35% do total das emissões globais geradas pela atividade humana. Este volume marca um crescimento em relação aos 121 Mt registrados em 2024, evidenciando um desafio persistente na luta contra as mudanças climáticas.
Os dados foram detalhados no relatório anual “Monitoramento Global de Metano”, divulgado durante uma reunião internacional em Paris, sob a presidência francesa do G7. O documento sublinha a urgência de ações mais concretas para mitigar o impacto do metano, um potente gás de efeito estufa.
Petróleo, carvão e gás: as principais fontes do aumento
A análise da AIE revela a contribuição de cada fonte para o cenário atual de emissões de metano. O petróleo liderou as emissões com 45 Mt do gás, seguido de perto pelo carvão, que registrou 43 Mt. O gás natural também teve uma participação significativa, com 36 Mt. Esses números destacam a complexidade do problema e a necessidade de abordagens específicas para cada segmento da indústria de combustíveis fósseis.
Desafio global: da ambição à ação concreta
Apesar do crescente reconhecimento da questão, a transição de metas para ações efetivas ainda é um gargalo. Tim Gould, economista-chefe de energia da AIE, enfatizou a importância de ir além das intenções. “Nos últimos anos, países e empresas aumentaram suas ambições em relação ao metano, elevando o tema a um patamar superior na agenda política. No entanto, estabelecer metas de redução é apenas o primeiro passo, e é fundamental garantir que elas sejam respaldadas por políticas, planos de implementação e ações concretas”, afirmou Gould, ressaltando a necessidade de estratégias robustas e bem executadas.
Os maiores emissores e o papel do carvão
No panorama global, a China se destaca como a maior emissora de metano, impulsionada principalmente pela sua vasta exploração de carvão. O país é seguido por outras grandes economias e produtores de energia, como Estados Unidos, Rússia, Irã e Turcomenistão. A concentração de emissões em poucos países sublinha a importância da cooperação internacional e da transferência de tecnologias para enfrentar o problema de forma eficaz.
Metano: impacto climático e oportunidades de redução
O metano é um gás de efeito estufa com um potencial de aquecimento global significativamente maior que o dióxido de carbono no curto prazo, sendo responsável por aproximadamente 30% do aumento da temperatura média global desde o início da Revolução Industrial. As principais fontes de emissão de origem humana incluem a agropecuária e, crucialmente, a produção de energia.
Na indústria de petróleo e gás, o metano escapa por meio de vazamentos em equipamentos, bem como durante operações de desgaseificação ou queima. A AIE aponta que “a redução da queima e das emissões de metano tem o potencial de disponibilizar volumes adicionais significativos” de energia no mercado, transformando um problema ambiental em uma oportunidade de otimização e eficiência energética.
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