O empresário identificado como Antônio Francisco Rodrigues foi sentenciado a seis anos de prisão e pagamento de multa de R$ 129.680. O suspeito já respondia por crimes de tráfico de drogas, falsificação e roubo, quando foi flagrado com um pacote de 167 notas falsas de dinheiro na CE-085, em Caucaia (CE).
A sentença foi proferida em dezembro do ano passado, após 114 dias da prisão em flagrante do homem. O réu era dono de um lava-jato e foi capturado por policiais militares. Ele está preso na Unidade Prisional Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba (CE).
No momento da abordagem, o suspeito danificou o próprio telefone para que a equipe não conseguisse usar o aparelho como meio de investigação.
A sentença aplicada a ele foi de seis anos de reclusão e 80 dias-multa, correspondendo cada dia-multa a um salário-mínimo, vigente ao tempo do fato em questão. Em interrogatório, o acusado confessou que comprou as notas falsas por R$ 5.000,00.
Acompanhado da esposa e dos filhos
O caso aconteceu ainda em agosto de 2025, quando o homem – que estava acompanhado da esposa e dos filhos – foi parado no km 3 da CE-085. A equipe policial encontrou um envelope escondido atrás do console do câmbio da caminhonete Toyota Hilux que ele dirigia, contendo 151 notas de R$ 100 e 16 notas de R$ 200.
O valor total apreendido era de R$ 18.300. Conforme consta no inquérito policial, o homem vinha de São Luís (MA) para Fortaleza (CE), onde ficaria por três dias e supostamente usaria o dinheiro.
A defesa de Antônio Francisco afirmou durante o processo que “a denúncia se baseia apenas em depoimentos de policiais e o réu não colocou o dinheiro falso em circulação. Não há prova que o réu soubesse da falsificação das notas nem de qualquer intenção criminosa”.
Atuação no Ceará, Maranhão e Minas Gerais
A primeira prisão de Antônio Francisco aconteceu em 2023, quando ele e outras três pessoas foram capturadas após aplicarem golpes com cédulas falsas, em diversas pessoas na cidade de Coreaú, no interior do Ceará.
O homem já respondia por associação criminosa, tráfico de drogas – ocasião em que também foi preso em flagrante – e roubo majorado – modalidade de roubo com uso de violência ou grave ameaça.
Documentos obtidos pela reportagem revelam que também foi instaurado um Inquérito pela Polícia Federal de Minas Gerais contra ele.
“Tais fatos demonstram que o réu, apesar de possuir uma empresa, prefere atuar profissionalmente no crime, inclusive em várias regiões do Brasil (Ceará, Maranhão, Minas Gerais)”.
Fonte: Diário do Nordeste

