Defesa assegura que militares não foram lesados em empréstimos com Banco Master
O Ministério da Defesa veio a público para esclarecer a situação dos empréstimos consignados contratados por militares junto ao Banco Master. A pasta, sob a liderança do ministro José Múcio, afirmou categoricamente que não houve prejuízo financeiro aos membros das Forças Armadas envolvidos nessas operações.
Essa declaração surge em resposta a um requerimento de informação apresentado pelo deputado Evair de Mello (PP-ES), figura de oposição ao governo na Câmara. A questão levantada pelo parlamentar buscava esclarecimentos sobre a parceria entre as Forças Armadas e a instituição financeira de Daniel Vorcaro, especialmente após eventos relacionados ao banco.
Ministério da Defesa garante ausência de prejuízo financeiro
Em sua manifestação oficial, o Ministério da Defesa detalhou que os militares que optaram pelos empréstimos consignados com o Banco Master receberam integralmente os valores acordados. Segundo a pasta, essa constatação é a base para a afirmação de que não houve qualquer tipo de dano financeiro aos tomadores de crédito.
O ministério enfatizou que o Banco Master possuía autorização para operar com consignações de empréstimos. Os montantes pactuados foram disponibilizados aos militares logo após a formalização dos contratos, garantindo a transparência e a execução das obrigações financeiras.
Mecanismo operacional dos consignados e a relação com o Banco Master
A pasta explicou que os repasses de valores às instituições financeiras, neste caso o Banco Master, derivam exclusivamente dos contratos de empréstimo firmados diretamente entre os militares e o banco. A consignação em folha de pagamento, por sua vez, é descrita como um “mero mecanismo operacional” para facilitar a quitação das obrigações assumidas.
Essa modalidade de crédito, amplamente utilizada no setor público, permite que as parcelas sejam descontadas diretamente do salário ou benefício do contratante, oferecendo uma garantia de pagamento à instituição financeira e, em tese, taxas de juros mais atrativas aos tomadores.
Ausência de alertas sobre irregularidades antes da liquidação
Um ponto crucial destacado pelo Ministério da Defesa foi a ausência de qualquer tipo de alerta ou comunicação sobre irregularidades envolvendo o Banco Master antes de sua liquidação. A pasta informou que não recebeu relatórios de órgãos de controle ou reguladores que indicassem problemas nas operações de empréstimo.
A continuidade do credenciamento do banco, portanto, seguiu as normativas aplicáveis durante sua vigência. Somente após a liquidação da instituição financeira, o contrato de parceria foi rescindido, e os repasses passaram a ser direcionados para uma conta judicial, conforme os procedimentos legais.
Repasses milionários ao Banco Master sob escrutínio do Coaf
Apesar das garantias do Ministério da Defesa, o Banco Master esteve sob a lupa do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Um relatório do órgão revelou que a instituição recebeu R$ 39 milhões do Exército entre agosto de 2024 e outubro de 2025, referentes a parcelas de empréstimos consignados de militares.
Os dados, que foram encaminhados à CPI do Crime Organizado, indicam que esses valores foram inicialmente depositados em uma conta do Master no Banco Itaú. Contudo, o relatório aponta que os montantes permaneceram por um curto período nessa conta antes de serem transferidos para outras contas dentro do próprio Banco Master, em um período de 14 meses de análise. Para mais detalhes sobre o relatório do Coaf, clique aqui.
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