Ensino integral em redes municipais tem queda de 92 mil matrículas

Com o número apontando queda no regime integral nos municípios do Estado, poderá haver diminuição na distribuição de verbas pelo Fundeb, o que pode representar um dos maiores desafios da rede escolar em 2021, ano que já se inicia com as dificuldades de reversão dos danos causados à educação pela pandemia.

No ensino médio da rede estadual, houve um tímido aumento de mil matrículas, tanto no regime parcial, quanto no integral. Esse aumento também se repetiu no Ensino Médio do Ensino de Jovens e Adultos (EJA).

No Ensino Fundamental do EJA, no entanto, a queda foi de 7 mil matrículas de 2019 para 2020. Este regime já havia perdido 4 mil vagas de 2018 para 2019. “A procura por esta modalidade é cada vez maior.

E com a perspectiva da universalização, a gente vai cada vez mais aperfeiçoando essa política e dando oportunidade aos alunos”, defende a coordenadora da Educação em Tempo Integral e Educação Complementar do Estado do Ceará, Ana Gardennya Linard.

De acordo com a coordenadora, essas matrículas podem ter sido maiores nas escolas de regime regular, gerando uma compensação. Ana explica ainda que a rede tem se adaptado aos alunos e suas necessidades, criando mais disciplinas eletivas e flexibilizando horários, por exemplo.

No ano afetado pela pandemia, outras medidas foram tomadas, como distribuição de materiais em domicílio e busca ativa dos estudantes por parte dos coordenadores. Atualmente, 38% da Rede Pública estadual oferece o ensino integral. São 278 escolas – sendo 123 delas profissionalizantes.

Com informações | Diário do nordeste

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