Professora de Santa Quitéria denuncia envenenamento em escola; polícia investiga.

A Polícia Civil do Ceará está empenhada na investigação de um grave incidente que abalou a comunidade escolar de Santa Quitéria, no distrito de Sangradouro. Uma professora da Escola Municipal Raimundo Alves de Freitas, identificada como Corrinha Mendonça, é a vítima de um possível caso de envenenamento ocorrido na última segunda-feira, dia 25. A docente teria ingerido água de sua própria garrafa, que estaria contaminada com uma substância utilizada para matar formigas. O episódio gerou grande preocupação e mobilizou as autoridades locais.

O incidente e a descoberta da contaminação

O relato da professora Corrinha Mendonça detalha os momentos que antecederam a descoberta do envenenamento. No dia do ocorrido, ela participava de uma reunião de planejamento na sala dos professores, enquanto os alunos realizavam avaliações. Por volta das 10h40, a educadora bebeu água de sua garrafa antes de sair para supervisionar os estudantes, deixando o recipiente na sala.

Cerca de 20 minutos depois, ao retornar para se preparar para o almoço, a professora voltou a beber da mesma garrafa. Foi nesse instante que percebeu um gosto e cheiro fortes e incomuns na água. Imediatamente, ela cuspiu parte do líquido, mas infelizmente já havia ingerido uma pequena quantidade da substância tóxica.

Os sintomas e o atendimento médico

Após a ingestão, a professora Corrinha Mendonça foi prontamente atendida no Hospital de Varjota. Mesmo após os procedimentos médicos, os sintomas persistiram, causando grande sofrimento à vítima. Ela relatou dores intensas de cabeça, tonturas e chegou a vomitar sangue. Além dos danos físicos, a docente expressou o abalo psicológico e as dores na boca e dentes decorrentes do incidente.

“Eu sofri muito. Os procedimentos são dolorosos, ainda estou sentindo muita dor de cabeça e tonturas e vomitei um pouco de sangue. A escola tem que tomar medidas preventivas bem sérias. Minha boca está toda cortada e meus dentes doloridos, além do abalo psicológico”, desabafou a professora, destacando a gravidade da situação.

A investigação policial e a busca por respostas

O caso foi formalizado com o registro de um boletim de ocorrência na delegacia de Santa Quitéria. A investigação ganhou um novo elemento no dia seguinte ao incidente, quando um frasco do produto suspeito foi encontrado dentro da escola por um funcionário. O material, juntamente com a garrafa contaminada, foi encaminhado para perícia.

A Polícia Civil tem como missão apurar a origem do veneno, como ele foi introduzido na garrafa da professora e qual a possível motivação por trás desse ato. A comunidade local aguarda ansiosamente por respostas e pela identificação dos responsáveis. Para mais informações sobre as ações da Polícia Civil, acesse o site oficial da instituição. Polícia Civil do Ceará.

Cobrança por justiça e reação institucional

A professora Corrinha Mendonça fez um apelo veemente por justiça e providências. “Eu espero que a Justiça realize seu trabalho. Isso que aconteceu não é brincadeira, tem que tomar providências mesmo. Isso aconteceu em uma escola onde tem um grande fluxo de pessoas, então a comunidade está apavorada com essa situação que aconteceu comigo”, afirmou, ressaltando a preocupação generalizada.

Na tarde da terça-feira, dia 26, membros do núcleo gestor da escola compareceram à Delegacia de Santa Quitéria para dar continuidade às investigações. A Secretaria Municipal de Educação informou que está acompanhando de perto o caso e se comprometeu a colaborar integralmente com as autoridades. A direção da escola, contatada pela reportagem, não se manifestou até o fechamento desta matéria.

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