EUA e China retomam diálogo sobre tarifas, diz Bessent

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (21) que Washington e Pequim formalizaram um diálogo sobre IA (Inteligência Artificial) e abrirão um canal de comunicação para lidar com incidentes relacionados à tecnologia.

Segundo ele, representantes dos dois países voltarão a se reunir em Shenzhen, na China, dentro de dois meses para discutir o tema.

Em entrevista à CNBC, Bessent disse ainda que há possibilidade de o presidente norte-americano, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, se encontrarem outras duas vezes depois desta semana.

O secretário afirmou ter discutido tarifas com autoridades chinesas. Segundo ele, os dois lados analisam itens que poderiam ficar sujeitos a tarifas de nação mais favorecida, enquanto produtos de energia, do lado americano, poderiam ser elegíveis a cortes tarifários.

Na área de IA, Bessent avaliou que modelos chineses são “muito poderosos”, embora tenha ressaltado que os EUA seguem na liderança.

Ele também defendeu que os laboratórios assumam responsabilidade por seus próprios sistemas e afirmou que uma autoridade dedicada ao tema poderia estabelecer parâmetros para lidar com incidentes envolvendo a tecnologia.

Sobre o Irã, Bessent disse não saber por quanto tempo a guerra ainda vai durar e afirmou ter discutido o tema com autoridades chinesas. Segundo ele, Pequim está “muito engajada” nas conversas, incluindo o presidente do PBoC (Banco do Povo da China), Pan Gongsheng.

Bessent também declarou que, em 23 de setembro, companhias aéreas iranianas serão paralisadas globalmente. Ele argumentou que isso pode ocorrer caso seja negado o reabastecimento de aeronaves após pousos em aeroportos.

Em política financeira, reiterou que os Treasuries apresentam correlação incomum com os preços de energia e disse que será preciso observar se o movimento representa um choque de oferta no setor. Bessent afirmou ainda que não houve aceleração da inflação subjacente e que a pressão está concentrada no índice cheio.

Segundo ele, desde a ampliação das recompras de títulos, os rendimentos dos Treasuries de 30 anos “não subiram muito”. O secretário acrescentou que os juros “deverão cair depois do conflito”.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:CNN Brasil