Golpes financeiros crescem no Carnaval

Especialista alerta para fraudes em maquininhas, Pix e furtos de celular durante festas e blocos

O Carnaval altera a rotina das cidades, amplia o número de encontros nas ruas e transforma o celular em ferramenta essencial para pagamentos, transporte e registros pessoais. Nesse cenário de pressa e distração, aumentam os riscos de golpes financeiros. Ambientes com grande circulação de pessoas favorecem ações rápidas de criminosos, principalmente contra quem deixa de adotar cuidados básicos de segurança.

Entre as fraudes mais frequentes estão irregularidades em maquininhas de cartão utilizadas por vendedores informais. Segundo a educadora financeira Adriana Ricci, o valor digitado pode ser superior ao combinado ou a transação pode ser processada duas vezes sem que o consumidor perceba. Em locais lotados, muitas pessoas deixam de conferir o visor antes de confirmar o pagamento, o que facilita prejuízos.

O furto de celulares também representa ameaça imediata. Com o aparelho desbloqueado ou protegido por senhas simples, criminosos conseguem acessar aplicativos bancários, realizar transferências e até solicitar crédito em poucos minutos. Quando a vítima percebe, o valor já pode ter sido movimentado.

Outra prática comum envolve o envio de links falsos por mensagens. Durante o Carnaval, mensagens prometendo promoções de festas ou alertas de compras suspeitas circulam com frequência. Ao clicar, o usuário pode inserir dados pessoais e bancários em páginas que imitam sites oficiais.

O Pix também aparece como ferramenta utilizada em golpes. Em um dos esquemas, o golpista transfere um valor pequeno para a vítima, alega engano e pede devolução para outra conta. Depois disso, solicita ao banco o estorno da primeira transferência, gerando prejuízo para quem realizou a devolução.

Pagamentos por aproximação exigem atenção especial. Cartões mantidos sem proteção ou limites configurados podem ser utilizados indevidamente em ambientes com grande aglomeração, sem que o titular perceba imediatamente.

Adriana Ricci reforça que pequenas medidas reduzem significativamente os riscos. Entre elas estão o uso de biometria, limitação de valores do Pix, ativação da autenticação em dois fatores e utilização de áreas seguras no celular para aplicativos bancários. Também é importante evitar armazenar senhas no aparelho e acompanhar notificações bancárias em tempo real.

Em caso de movimentação suspeita, a orientação é entrar em contato imediatamente com a instituição financeira e registrar ocorrência. A rapidez na comunicação pode bloquear transações e aumentar as chances de recuperação do valor. Em um período marcado por descontração, atenção redobrada pode evitar prejuízos e garantir um Carnaval mais tranquilo.

Fonte: Adriana Ricci