Investir em dólar para proteger o patrimônio em meio à incerteza econômica

Em um cenário de instabilidade geopolítica, juros elevados e oscilações nos preços, a busca por alternativas de proteção ao patrimônio tem crescido. Uma das principais estratégias adotadas pelos investidores é a dolarização de ativos. Investir em dólar não está relacionado à capacidade de prever a cotação da moeda, mas sim em reduzir riscos por meio da diversificação de investimentos fora do Brasil.

Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos e especialista em renda fixa, destaca que o atual patamar do câmbio favorece esse movimento, especialmente em um ano eleitoral. Além disso, investir em dólar também garante proteção contra a inflação, já que diversos produtos do dia a dia têm seus preços atrelados à moeda americana.

Segundo Bernardo Pascowitch, apresentador da Resenha do Dinheiro, dolarizar parte do patrimônio é uma estratégia sensata, especialmente em momentos de instabilidade econômica. No entanto, é importante evitar decisões impulsivas e manter uma visão de longo prazo, mantendo liquidez no mercado brasileiro devido à volatilidade do dólar.

Diversas formas de investir em ativos ligados ao dólar

Além de comprar dólar em espécie, existem outras maneiras de investir em ativos atrelados à moeda americana, inclusive no mercado local. Pascowitch recomenda investir em ETFs na B3, fundos focados no exterior e até criptomoedas, que também são cotadas majoritariamente em dólar.

Resenha do Dinheiro: informação e leveza na abordagem financeira

Apresentado por Thiago Godoy, Bernardo Pascowitch e Marilia Fontes, a Resenha do Dinheiro propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas relacionados à educação financeira e investimentos. O programa, realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, aborda semanalmente as principais notícias e movimentos da economia, mantendo uma atmosfera descontraída e informativa.

A Resenha do Dinheiro vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube.

(Foto: reprodução)