Imóvel de R$ 2,45 milhões sob investigação era para a filha, alega Jaques Wagner.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) se tornou o centro das atenções nesta quinta-feira (18/6) ao ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) que investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo o Banco Master. Em meio às apurações, o parlamentar defendeu-se, declarando que o apartamento de luxo avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, cuja transferência está sob escrutínio da corporação, seria um presente destinado à sua filha. A revelação adiciona uma nova camada de complexidade ao caso que agita o cenário político e financeiro.
A Operação da Polícia Federal e o Banco Master
A ação da Polícia Federal, que mirou o senador Jaques Wagner, faz parte de uma investigação mais ampla sobre alegados atos de corrupção ligados ao Banco Master. A operação busca esclarecer as conexões e o modus operandi de um grupo econômico que estaria envolvido em práticas ilícitas, com o imóvel em questão surgindo como um dos pontos cruciais da apuração. A PF segue empenhada em desvendar as ramificações desse suposto esquema.
O Apartamento de Luxo em Salvador
O imóvel que está no epicentro da controvérsia é um apartamento localizado em Salvador, capital da Bahia, no prestigiado empreendimento Poème Horto. Com um valor estimado em R$ 2,45 milhões, a propriedade de alto padrão chamou a atenção dos investigadores. Jaques Wagner, por sua vez, explicou que a intenção era presentear sua filha com o bem, justificando a movimentação financeira e a transferência sob análise.
As Suspeitas da Investigação e os Intermediários
A Polícia Federal, no entanto, levanta suspeitas sobre a forma como o apartamento foi adquirido. A linha de investigação aponta que o imóvel teria sido repassado por Augusto Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com a participação ativa de intermediários que possuíam ligações com o grupo econômico sob investigação. Essa teia de relações e transações é o foco principal da PF para determinar se houve irregularidades.
Mensagens Interceptadas e a Formalização da Compra
Para embasar suas suspeitas, a PF interceptou mensagens que revelam a suposta participação do senador baiano na aquisição do imóvel. Em uma das comunicações, Jaques Wagner teria solicitado dados específicos do apartamento ao empresário Augusto Lima. A mensagem citada na decisão judicial que autorizou a operação detalha: “Consegue esses dados? O envio do projeto é até o dia 19/05, segunda-feira. Eles também falam de um formulário de envio, mas esse formulário não foi disponibilizado, nem está entre os arquivos do link que a construtora disponibilizou.”
A investigação aponta que esses dados seriam essenciais para a emissão de um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), documento necessário para realizar eventuais alterações ou reformas no apartamento. Após o recebimento das informações, Augusto Lima teria acionado interlocutores diretamente ligados ao grupo econômico investigado para dar andamento à compra. A aquisição foi formalizada posteriormente pela empresa Epítome S.A., representada por Luiz Antônio Lombardi, utilizando recursos provenientes de estruturas de fundos vinculadas ao mesmo grupo sob apuração.
A investigação da Polícia Federal sobre o apartamento de Jaques Wagner e sua ligação com o Banco Master continua em andamento, prometendo novos desdobramentos. O caso ressalta a complexidade das relações entre política e negócios, e o Portal Sobral Online seguirá acompanhando de perto todas as atualizações.
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