A empresária gaúcha Patricia Coelho Fernandes, de 25 anos, afirmou que teve uma infecção grave e precisou fazer três cirurgias após sentir uma forte dor e sofrer desmaios depois de se submeter a uma aplicação de ácido hialurônico nos glúteos. O procedimento foi feito no começo de agosto e ela só conseguiu alta após um mês.
“Entrei no consultório saudável, buscando de alguma forma um resultado estético e confiando a minha vida e o meu corpo a uma profissional. E saí daquele consultório doente e com muita, muita, muita dor. Dor que eu nunca tinha sentido em nenhum procedimento estético que eu já fiz”, afirmou ela nas redes sociais, enfatizando que faz esse tipo de intervenção há anos e que nunca sentiu nada parecido.
Após o procedimento, Patrícia disse que já foi para casa muito mal, com tremor e calafrios.
“O procedimento aconteceu às 18h, acordei às 2h e comecei a desmaiar várias e várias vezes dentro de casa. Meu marido disse que uma hora pareceu que eu nem conseguia respirar, aí lembro do meu esposo me sacudindo dentro de casa, ‘acorda, acorda, acorda’, me arrastando pro elevador. Eu lembro de em algum reflexo ainda pedir pra Deus não levar minha vida e deixar eu viver e me salvar daquilo que eu estava passando”, contou.
Patrícia foi levada às pressas para o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre e, segundo ela, os exames de sangue mostraram uma infecção e ela acabou sendo internada com celulite infecciosa no glúteo e também abscesso.
“Desde então eu não saí mais do hospital, praticamente um mês internada recebendo antibiótico”, afirmou após ser internada em outras instituições hospitalares. A remoção de tecido comprometido resultou em deformidades estéticas na região.
Patricia diz que foram retirados 100 ml de infecção pura do glúteo, na qual estaria presente uma bactéria extremamente rara. “Eu devo ser o caso número um de infecção por essa bactéria no mundo em partes moles e também por ácido hialurônico”, afirmou.
“Ainda bem que eu fui correndo pro hospital, porque o desfecho do meu caso realmente poderia ter sido fatal ou ter membros amputados”, concluiu a empresária, que é mãe de uma criança de 7 anos e que entrou com ação na Justiça por danos morais e materiais.
O outro lado
Em nota, a dona da clínica em que o procedimento foi feito, Carol Machado, afirmou que segue “protocolos rigorosos de assepsia e segurança”, “produtos de excelente qualidade” e “adota todos os cuidados necessários durante a realização dos procedimentos”. Ela enfatizou que é importante considerar não apenas o procedimento realizado dentro da clínica, mas também as condutas adotadas pela paciente imediatamente após o atendimento e o não cumprimento das orientações pós-procedimento.
“No entanto, os cuidados não terminam quando a paciente sai da clínica. O pós-procedimento também é fundamental e depende do cumprimento das orientações fornecidas ao paciente. No caso mencionado, ao final do atendimento, orientei expressamente a paciente a não realizar o bronzeamento que ela havia programado naquele momento. Mesmo assim, ela optou por sair da minha clínica e realizar bronzeamento a jato em outro estabelecimento menos de meia hora após o procedimento, contrariando a orientação que havia acabado de receber. Tenho registros que comprovam esse fato”, alegou em sua defesa.
Fonte: Ceará Agora

