Justiça condena candidatos de pelo menos 6 municípios cearenses por aglomerações durante a campanha

O período eleitoral do ano passado coincidiu com a mais grave crise sanitária já enfrentada no Brasil. Campanhas que historicamente são marcadas por grandes aglomerações tiveram que se adaptar à nova realidade. Na teoria, conforme determinado pela Justiça Eleitoral, os candidatos deviam submeter-se às restrições sanitárias. Na prática, nem todos respeitaram as orientações. 

Cinco meses após o pleito eleitoral, candidatos de pelo menos seis municípios cearenses foram punidos pela Justiça por promoveram aglomerações durante a campanha. Iguatu, Mucambo, Viçosa do Ceará, Irapuã Pinheiro, Marco e Ipueiras são cidades as quais já tiveram políticos multados. 

Justiça condena candidatos de pelo menos 6 municípios cearenses por aglomerações  durante a campanha - Política - Diário do Nordeste

VEJA OS POLÍTICOS CONDENADOS EM CADA CIDADE:

  • Irapuã Pinheiro: foram condenados Luiz Claudenilton Pinheiro (PSD) e Francisco Adamilton Cesar da Silva (PSDB), candidatos, respectivamente a prefeito e vice-prefeito, além de Francisco Gildecarlos Pinheiro (PDT) e Francisco Rolim Neto (PDT).
  • Marco: condenados Róger Neves Aguiar (PDT) e José Leorne Neto (PDT).
  • Ipueiras: foram condenados os candidatos Raimundo Melo Sampaio (PDT) e Renya Martins Aragão (PSB).
  • Iguatu: condenados Ednaldo de Lavor Couras (PSD) e Franklin Bezerra da Costa (PSDB), prefeito e vice eleitos, respectivamente; assim como Agenor Gomes de Araújo (MDB) e João Alencar (PSB), candidatos a prefeito e vice.
  • Mucambo: foram condenados os candidatos a prefeito e vice Raimundo Crizanto Rodrigues Lima (PL) e Francisco Ferreira Freire (PL), respectivamente.
  • Viçosa do Ceará: condenados os candidatos derrotados na disputa à prefeito e vice, Divaldo Soares (PDT) e Francisco de Oliveira Lima (PSB), e os candidatos eleitos, José Firmino (MDB) e Marcelo Ferreira Moreira (MDB).

Os políticos punidos realizaram, segundo a Justiça eleitoral, “diferentes tipos de eventos com aglomerações, a exemplo de carreatas, motocarreatas, bate-papos e até churrascos com eleitores”. As multas aplicadas chegam a R$ 250 mil.

Em caso de descumprimento da decisão judicial, com o não pagamento do valor determinado, os políticos podem ficar sem quitação eleitoral e, assim, impedidos de concorrer nas próximas eleições.

CONFIRMAÇÃO

Candidatos de Irapuã Pinheiro, Marco e Ipueiras recorreram da decisão. No entanto, nesta semana, o Ministério Público Eleitoral (MPE) conseguiu manter, no Tribunal Regional Eleitoral no Ceará (TRE-CE), a condenação desses políticos. A multa individual chega a R$ 50 mil.

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