Sua defesa ingressou com o pedido de substituição da prisão preventiva por liberdade provisória mediante normas cautelares. No seu despacho, o Ministério Público já tinha opinado pelo indeferimento apontando como pressupostos “a existência do delito e indícios suficientes de autoria, associados à necessidade de garantia da ordem pública, econômica, conveniência da instrução criminal ou da aplicação da lei penal”.
De acordo com os autos, o dolo eventual estaria configurado, em tese, pela conjugação dos seguintes fatores: “a condução de caminhonete após prolongada ingestão de bebida alcoólica; condução do veículo em velocidade elevada e incompatível com a via urbana; ultrapassagem desnecessária em trecho sinalizado por faixa contínua e tachões refletivos, com ingresso na contramão; e a evasão do local dos fatos após o atropelamento da vítima, que resultou em sua morte”.
O empresário Yan Costa é dono de uma loja de aparelhos celulares e se apresentou na Delegacia de Crato no dia 20 de agosto, sendo ouvido e liberado. Entretanto, sua preventiva foi decretada pela justiça cratense e cumprida pela Polícia Civil no dia 22 de agosto no Condomínio Cidades Kariris em Barbalha. Nesse caso, segue à disposição do poder judiciário na cadeia pública de Juazeiro
No pedido de revogação da prisão preventiva, a defesa de Yan Costa faz referências a um dos vídeos o qual mostra que a caminhonete do empresário já havia, no momento do choque, retornado integralmente à faixa de origem. Também cita o resultado positivo apontado pelo laudo pericial de alcoolemia que a vítima tinha ingerido bebida alcoólica. Além disso, mencionou a existência de processo contra Wandycley por homicídio culposo, com embriaguez ao volante, ao qual a vítima respondia.
Fonte: Portal M1

