Superior Tribunal de Justiça mantém irmão de Djidja Cardoso preso em caso de cetamina
A Justiça brasileira negou, mais uma vez, o pedido de liberdade para Ademar Farias Cardoso Neto, irmão da falecida modelo e empresária Djidja Cardoso. A decisão, proferida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (6/5), mantém a prisão preventiva de Ademar, que é investigado por envolvimento em um esquema de tráfico de cetamina.
O caso, que ganhou repercussão nacional após a morte de Djidja Cardoso em 2024, em Manaus, continua a ter desdobramentos significativos. A família Cardoso está no centro de uma complexa investigação que envolve o uso e a distribuição de substâncias controladas, gerando grande comoção e atenção da mídia.
Desdobramentos do Caso Djidja Cardoso e o Envolvimento com Cetamina
Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido, foi encontrada morta em sua residência em Manaus em maio de 2024, aos 32 anos. Sua morte desencadeou uma série de investigações que revelaram um cenário de uso e tráfico de cetamina, uma substância de uso veterinário que, quando utilizada de forma recreativa, pode ter efeitos graves e perigosos.
Ademar Farias Cardoso Neto foi preso em 2024 sob a acusação de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele é apontado como um dos principais envolvidos na rede de distribuição da cetamina, que teria sido amplamente utilizada no círculo familiar e de amigos, conforme as investigações.
Argumentos da Defesa e Decisões Judiciais Anteriores
A defesa de Ademar Cardoso Neto apresentou um pedido liminar de habeas corpus ao STJ, alegando excesso de prazo na prisão preventiva. Os advogados argumentaram que a manutenção da custódia se baseava em justificativas genéricas, como a gravidade do crime, sem a apresentação de fatos concretos que justificassem a continuidade da prisão após o término da fase de produção de provas.
Além do pedido de excesso de prazo, a defesa solicitava a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas. Contudo, o STJ manteve o entendimento de instâncias anteriores. Em março deste ano, a desembargadora Luiza Cristina Nascimento da Costa Marques, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), já havia negado pedidos semelhantes de liberdade para Ademar e também para Cleusimar de Jesus Cardoso, mãe da ex-sinhazinha.
Anulação de Condenação e o Andamento do Processo
A complexidade do caso é evidenciada pelo fato de que Ademar e outros investigados chegaram a ser condenados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. No entanto, essa condenação foi anulada em 2025, o que adiciona uma camada de incerteza e prolongamento ao processo judicial.
A anulação da condenação significa que o processo retorna a etapas anteriores, exigindo novas análises e procedimentos, o que pode impactar os prazos e a duração da prisão preventiva. A defesa continua a lutar pela liberdade de Ademar, enquanto o Ministério Público e a Justiça buscam esclarecer todos os detalhes e responsabilidades no caso.
Para mais informações sobre este e outros casos de grande repercussão, acesse o G1.
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