Prejuízo da Klabin marca primeiro trimestre de 2026 apesar de alta nas vendas

A Klabin, gigante brasileira do setor de papel e celulose, anunciou um prejuízo líquido de R$ 497 milhões no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa uma reversão significativa em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando a companhia havia registrado um lucro líquido de US$ 446 milhões. Este cenário se desenha mesmo com um notável crescimento no volume de vendas, indicando desafios complexos no ambiente econômico.

Apesar da expansão nas operações, a empresa enfrentou pressões que impactaram sua linha final. A análise detalhada dos números revela como fatores macroeconômicos e operacionais se combinaram para moldar o desempenho financeiro da Klabin nos primeiros meses do ano.

Desempenho Financeiro e Volume de Vendas da Klabin

No período entre janeiro e março, a receita líquida da Klabin atingiu R$ 4,94 bilhões, um aumento de 2% em relação ao primeiro trimestre do ano anterior. O volume total de vendas alcançou a marca de 1 bilhão de toneladas, representando um crescimento robusto de 12% na comparação anual. Desse total comercializado, uma parcela significativa de 51% foi direcionada ao mercado interno, que, por sua vez, foi responsável por 65% da receita total da empresa.

Fatores que Impactaram o Lucro Operacional

O Ebitda ajustado, que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 1,67 bilhão, registrando uma queda de 10% em relação aos R$ 1,86 bilhão apurados um ano antes. A Klabin atribuiu essa retração a uma combinação de fatores. Entre eles, destacam-se os efeitos de uma parada geral de manutenção programada na unidade de Monte Alegre, um evento periódico essencial para a otimização e segurança das operações.

Adicionalmente, a apreciação do real frente ao dólar no período contribuiu para a pressão sobre os resultados, especialmente nas receitas de exportação. Esses impactos foram parcialmente mitigados pelo aumento de 110 mil toneladas no volume de vendas, demonstrando a capacidade da empresa de expandir sua presença no mercado mesmo diante de adversidades.

Cenário Macroeconômico e Vendas por Segmento

A companhia explicou em comunicado que o trimestre foi marcado por uma maior instabilidade no ambiente macroeconômico global, com a inflação exercendo pressão em seus principais mercados. A valorização do real, embora benéfica para alguns aspectos da economia, acabou por pressionar as receitas provenientes das exportações, um componente vital para a Klabin.

Analisando por segmento, o volume de vendas de celulose registrou 401 mil toneladas, com um crescimento de 16% na comparação anual. No negócio de papéis, o volume comercializado atingiu 356 mil toneladas, um aumento de 15%. Já o segmento de embalagens também mostrou expansão, com 258 mil toneladas vendidas, representando um acréscimo de 3% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Redução do Endividamento Líquido

Em meio aos desafios do trimestre, a Klabin conseguiu um avanço notável na gestão de sua dívida. O endividamento líquido da empresa recuou 21%, encerrando o período em R$ 24 bilhões. Essa redução demonstra um esforço contínuo da companhia em fortalecer sua estrutura de capital e sua saúde financeira, um ponto positivo em um balanço que apresentou prejuízo líquido.

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