Notícias Leitura como investimento: quase metade dos brasileiros valoriza livros, diz Serasa Atualizado em 28 jul 2026 saúde mental, enquanto 56% associam a prática diretamente ao aprendizado e à aquisição de conhecimento. Essa percepção reforça o papel multifacetado da leitura na vida cotidiana. Eduarda de Moraes, especialista em educação financeira da Serasa, destaca a relevância desses achados. “A pesquisa mostra que o brasileiro atribui valor aos livros e à leitura, mas também precisa fazer escolhas diante das limitações do orçamento. Esse comportamento reforça a importância do planejamento financeiro para que investimentos em educação, cultura e desenvolvimento pessoal possam fazer parte da rotina das famílias”, afirma. Promoções impulsionam e o físico ainda domina As ofertas e descontos exercem um poder considerável sobre o comportamento de compra dos leitores. De acordo com o levantamento, 41% dos consumidores confessam comprar mais livros do que o necessário quando se deparam com promoções tentadoras. A frequência de aquisição também é notável: 31% dos entrevistados compram livros a cada dois ou três meses, e 60% gastaram até R$ 200 com livros no último ano. Quando o assunto é formato, o livro físico mantém sua hegemonia, sendo o preferido por 73% dos brasileiros. O e-book aparece em segundo lugar, com 23% da preferência, seguido pelo audiobook, com apenas 4%. A experiência sensorial é o principal motivo para 58% dos que optam pela versão impressa, enquanto 49% valorizam a maior facilidade de concentração. Para os adeptos dos e-books, a praticidade (64%) e a possibilidade de ler em qualquer lugar (60%) são os fatores decisivos, superando até mesmo o preço mais acessível (43%). Eduarda de Moraes ressalta que não há um formato superior, mas sim a importância do consumo consciente. “O mais importante é aproveitar promoções de forma consciente, priorizando títulos que realmente serão lidos e que caibam no orçamento, para que o desconto não se transforme em um incentivo ao consumo por impulso”, aconselha. Redes sociais e eventos literários: novas portas para a leitura O ambiente digital transformou a forma como os leitores descobrem novos títulos. Mais da metade dos entrevistados (51%) afirma encontrar novas obras por meio das redes sociais, superando as indicações de amigos e familiares (43%) e de sites, blogs e newsletters (27%). Essa influência se traduz em ação: 72% dos consumidores já compraram um livro após uma recomendação de influenciadores ou criadores de conteúdo. Além disso, 64% adicionaram títulos à lista de desejos e 45% passaram a seguir autores ou editoras após consumir esse tipo de conteúdo. A especialista da Serasa alerta para o equilíbrio. “As redes sociais ampliaram o acesso a recomendações e ajudaram a criar comunidades de leitores, tornando a leitura mais presente no dia a dia dos brasileiros. Ao mesmo tempo, é importante desenvolver um consumo consciente, pois nem toda tendência precisa virar compra imediata”, pondera, sugerindo a criação de listas de desejos e o estabelecimento de um orçamento. Paralelamente ao universo digital, os eventos literários tradicionais continuam a ser pontos de encontro importantes. Cerca de 21% dos entrevistados descobrem novos livros em feiras e bienais, e 23% utilizam esses espaços para fazer suas compras. O levantamento ainda mostra que 44% já participaram de feiras, bienais ou eventos promovidos por livrarias, e outros 31% demonstram grande interesse em frequentá-los, evidenciando a vitalidade do setor. A pesquisa, que traça um panorama detalhado do hábito de leitura no Brasil, foi conduzida pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box entre os dias 15 e 26 de junho de 2026, abrangendo 1.261 entrevistados de todas as regiões do país, com uma margem de erro de 2,7 pontos percentuais. Você encontra mais notícias e análises aprofundadas em nosso site www.sobralonline.com.br e em nossas redes sociais. Siga @SobralOnline para ficar por dentro das últimas novidades! Compartilhar