Live-action de Aladdin chega aos cinemas nesta quinta (23) e embarca na onda dos remakes

O que você pediria se pudesse realizar seus três maiores desejos da vida? Ainda criança, se essa pergunta me fosse feita, não saberia ao certo o que dizer. Mesmo assim, a história de Aladdin e Jasmine me fascinava, assim como fazia com milhares de outros pequenos ao redor do mundo. Um tapete mágico capaz de transportar aos lugares mais lindos, além da companhia de um gênio bem humorado para realizar o que pudesse ser imaginado eram os componentes fantásticos do filme que, confesso, me encantou e me fez brilhar os olhos.

Baseado na história árabe contada em “As Mil e uma Noites”, o filme foi lançado em 1992 pela Walt Disney Pictures e faturou cerca de 514 milhões com exibição em vários países. Agora, 27 anos depois, chegou a vez da história de magia ser interpretada por atores, confirmando a aposta da Disney de criar novas versões interpretadas por humanos para seus clássicos, a exemplo de Cinderela (2015) e A Bela e a Fera (2017).

Com estreia marcada para esta quinta-feira (23), o elenco traz nomes como Will Smith, intérprete do Gênio da Lâmpada, Mena Massoud, como Aladdin e Naomi Scott, no papel da princesa Jasmine. A direção do musical fica a cargo do cineasta inglês Guy Ritchie, de Sherlock Holmes (2009).

O conto de Aladdin, filho de um alfaiate, mostra a história de um jovem criado pelas ruas de Agrabah, cidade fictícia governada pelo pai de Jasmine, uma princesa descontente com a vida do palácio. Apaixonado à distância, ele encontra uma lâmpada mágica habitada por uma criatura fantástica capaz de realizar quaisquer desejos. A impedir o triunfo do romance e do sucesso do jovem sortudo também está o maligno Jafar.

Magia e emoção

Remontar memórias da infância parece ser o grande trunfo dessas novas versões de animações adaptadas para live-action. Os nascidos nos anos 90, por exemplo, devem recordar vividamente da cena em que Aladdin e Jasmine voam no tapete.

“Um mundo ideal”, uma das canções mais icônicas do filme embalava um dos pontos mais emocionantes: o a descoberta do amor e a busca pelo lugar de cada um no mundo, independentemente das definições sociais e de gênero.

E se naquela época, a personagem cantava não querer sair do lado de Aladdin, também passava uma mensagem diferente às meninas acostumadas com modelos específicos de princesas. Trazia a independência e, porque não, uma sensação diferenciada de empoderamento. Ainda que de uma maneira sutil, os contornos do espírito livre repassados por ela foram inspiradores.

Quase 30 anos depois da primeira adaptação de Jasmine, os debates acerca dos papeis sociais da mulher são outros. Sendo assim, mesmo que o filme mostre uma temporalidade diferente da vivida atualmente, acaba emergindo questões do dia a dia.

A atriz Naomi Scott, conhecida pela atuação em Power Rangers nos cinemas, falou sobre a questão em entrevistas durante a divulgação do longa. “Ela tem esse belo arco e essa progressão. Vemos que ela vai de simplesmente perguntar até pegar o que ela realmente quer”, relatou a uma revista norte-americana. Para Scott, foi importante tratar a personagem de forma ainda mais moderna.

Mena Massoud, que interpreta Aladdin, revelou algumas novidades do roteiro de 2019. “Com humanos, poder olhar nos olhos e construir juntos essas jornada é a maior diferença”, explicou ele ao Entertainment Weekly, ao também ressaltar a importância realizada pelos dubladores originais da história anterior. Massoud explicou sobre o gênero do filme. Tratado como comédia e musical, o ator fez questão de ressaltar a mistura de ambos. Segundo ele, Ritchie, responsável pela direção, conseguiu dar diferentes tons à história retratada nas telas, o que possibilitou um encaixe diferenciado dentro desses parâmetros.

Crítica especializada

Logo depois do anúncio da refilmagem de Aladdin, não foram poucas as especulações sobre a qualidade da nova produção. Medo de mudanças drásticas, atores não qualificados ou de uma produção deficiente ganharam repercussão na internet. Os trailers foram a porta de abertura para algumas das primeiras críticas, muitas delas relacionadas à caracterização do gênio interpretado por Will Smith.

Agora, às vésperas do lançamento, a recepção do público aparenta não ser das piores. Na internet, mais precisamente nas redes sociais, fãs já falaram sobre as primeiras impressões. Palavras como “excelente” e “divertido” foram usadas para descrever e já deixar uma ponta de expectativa em quem vai aos cinemas.

Seja para cantar as músicas ou presenciar mais uma vez o florescer do amor nas telas do cinema, a possibilidade de adentrar mais uma vez na história e nos sonhos do menino simples de Agrabah parece ser uma oportunidade imperdível.

Deixe uma resposta