Lucro do Banco do Brasil despenca mais de 50% no primeiro trimestre de 2026

O Banco do Brasil, uma das maiores instituições financeiras do país, registrou uma queda significativa em seu lucro líquido ajustado no primeiro trimestre de 2026. Os resultados, divulgados recentemente, apontam para um cenário desafiador, com o custo do crédito emergindo como o principal fator de pressão sobre a rentabilidade da instituição.

De janeiro a março deste ano, o lucro líquido ajustado do banco alcançou R$ 3,4 bilhões, um recuo expressivo de 53,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando o valor era de R$ 7,4 bilhões. A performance também ficou abaixo do trimestre anterior, o quarto de 2025, com uma baixa de 40,2%, sinalizando uma tendência de desaceleração nos resultados.

Lucro do Banco do Brasil: Desempenho financeiro em queda

Além do lucro líquido ajustado, o lucro líquido contábil do Banco do Brasil também apresentou retração. O valor foi de R$ 3,1 bilhões, representando uma queda de 54,4% em 12 meses e de 37,9% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Esses números refletem um período de maior cautela e desafios para o setor bancário.

O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) da instituição acompanhou a tendência de baixa, caindo para 7,3%. Este índice é um importante termômetro da eficiência do banco em gerar valor para seus acionistas e contrasta com os 16,7% registrados no primeiro trimestre de 2025 e os 12,4% no quarto trimestre do mesmo ano. Para uma análise completa, o balanço detalhado está disponível para consulta pública.

Custo do crédito: O principal desafio para a rentabilidade

O grande vilão por trás da queda nos resultados foi o aumento expressivo do custo do crédito. No primeiro trimestre de 2026, essa despesa totalizou R$ 18,9 bilhões, um salto de 85,8% em comparação com o mesmo período de 2025. Em relação aos três meses anteriores, o aumento foi de 5%, indicando uma persistência na elevação dos custos associados à concessão de empréstimos e financiamentos.

Este incremento nos custos de crédito pode ser atribuído a diversos fatores, incluindo a necessidade de provisionamento para potenciais perdas com inadimplência, em um cenário econômico que exige maior prudência por parte das instituições financeiras. A gestão desses riscos é crucial para a sustentabilidade do lucro em longo prazo.

Cenário da carteira de crédito: Crescimento seletivo

Apesar dos desafios, a margem financeira bruta do Banco do Brasil atingiu R$ 27,4 bilhões. Houve uma leve queda de 1,3% em relação ao quarto trimestre de 2025, mas um crescimento robusto de 14,8% na comparação anual. Segundo o banco, esse avanço em 12 meses foi impulsionado pela evolução das receitas financeiras, pelo progresso das operações de crédito para pessoas físicas e pelo resultado da tesouraria.

A carteira de crédito expandida do banco alcançou R$ 1,3 trilhão em março, com um crescimento modesto de 0,7% no trimestre e de 2,2% em 12 meses. A carteira de pessoas físicas demonstrou solidez, somando R$ 361,8 bilhões, um avanço de 7,8% em um ano. Por outro lado, a carteira de pessoas jurídicas registrou uma queda de 2,4%, totalizando R$ 449 bilhões. O agronegócio, um setor tradicionalmente forte para o Banco do Brasil, viu sua carteira crescer 3%, atingindo R$ 418,4 bilhões.

Indicadores de risco: Inadimplência e capitalização

Os indicadores de risco também merecem atenção. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 5,05%, um patamar que exige monitoramento contínuo. O índice de cobertura, que mede a capacidade do banco de cobrir suas perdas potenciais com crédito, encerrou o período em 158,4%, demonstrando uma reserva adequada para enfrentar eventuais problemas.

Em termos de capitalização, o capital principal do Banco do Brasil foi de 11,59%, enquanto o Índice de Basileia, que avalia a solidez financeira da instituição, ficou em 14,23%. Esses índices são fundamentais para garantir a estabilidade e a capacidade do banco de absorver choques financeiros, cumprindo as exigências regulatórias. Para mais detalhes, você pode acessar o relatório completo no site do Poder360.

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