Lula desafia Flávio Bolsonaro a abrir sigilo bancário de familiares antes do segundo turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou um desafio direto ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao propor a abertura conjunta dos sigilos bancário e telefônico de ambos e de seus familiares. A declaração foi divulgada em vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (19 de outubro), estabelecendo o prazo de uma semana para que o adversário aceite a proposta de transparência financeira.
A movimentação faz parte de uma nova ofensiva estratégica da candidatura governista na reta final da disputa eleitoral. Na publicação, o chefe do Executivo afirmou que colocará à disposição procurações oficiais que autorizam a quebra de seus dados e de seus filhos, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, exigindo em contrapartida atitude idêntica por parte de Flávio e do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Troca de acusações no debate presidencial motiva desafio
O embate entre os dois grupos políticos intensificou-se após o confronto realizado no debate transmitido pela TV Band, ocorrido no domingo (18 de outubro). Durante o programa, os candidatos trocaram acusações sobre movimentações financeiras não declaradas e aquisição de bens patrimoniais.
No confronto, Lula cobrou explicações sobre investimentos imobiliários e citou negociações de R$ 134 milhões ligadas ao financiamento de uma produção audiovisual. Por outro lado, Flávio levantou suspeitas envolvendo o Instituto Lula e familiares do presidente, questionando a origem de recursos financeiros atribuídos ao grupo petista.
Documentos e envio de dados para o controle do Judiciário
Para dar validade institucional ao gesto, o presidente sugeriu que todas as autorizações formais sejam entregues às presidências do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal. A intenção declarada é permitir que os magistrados analisem as informações financeiras e telefônicas antes da votação decisiva marcada para 25 de outubro.
Embora tenha afirmado não ter irregularidades a esconder, o senador Flávio Bolsonaro não confirmou oficialmente a adesão aos termos apresentados pela campanha adversária. A provocação gerou rápida repercussão nas plataformas digitais ao longo do dia.
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