Manipulação da informação só acabará quando raciocinarem

Qualquer um pode reportar um acontecimento — basta ter um celular em mãos. Mas, então, por que a manipulação de informações continua?

A manipulação de informações acontece todos os dias bem debaixo dos nossos narizes. Ela vai desde coisas simples, como a blogueira famosa que arruma apenas a área da casa que vai servir de fundo para uma “selfie” (fazendo parecer que tem tudo sob controle), até a fabricação de dados por meio de interpretações diversas das estatísticas.

Estatística é uma área da matemática que coleta, analisa e interpreta dados. Não é uma ciência exata e, por isso, tem sido amplamente usada para fabricar “verdades” ao longo da história.

Imagine que estamos eu e você em uma feira livre onde dois pastéis foram vendidos e degustados na hora. Os fatos reais são: duas pessoas e dois pastéis consumidos em uma feira livre. Porém, a interpretação desses dados pode ser qualquer uma das opções abaixo (além de outras tantas):

— Você comprou e comeu os dois.
— Eu comprei e comi os dois.
— Você comprou os dois, mas quem comeu fui eu.
— Eu comprei os dois, mas quem comeu foi você.

Como os dados podem ser interpretados de várias maneiras, uma das leituras pode ser através de uma média que faça mais sentido, onde conclui-se que eu e você compramos e comemos um pastel cada. Pode não ser a verdade absoluta, mas é uma forma de interpretação possível, não é mesmo?

Por isso, acreditar em tudo o que se lê ou que se ouve – principalmente nas redes sociais — é uma péssima estratégia. Como dissemos, nem mesmo as imagens são provas irrefutáveis de coisa alguma, visto a facilidade de alguns em manipulá-las e a dificuldade de outros em perceber a manipulação.

Em época de eleições, as redes sociais viraram um campo de guerra, onde as pessoas “provam” que sua opinião está baseada na mais absoluta verdade, mas que, muitas vezes, não têm a menor ideia do que defendem.

É preciso ir direto à fonte das informações — porque elas existem — e tirar suas próprias conclusões considerando o todo (não apenas o que aparece na selfie da blogueira…).

Se você defende seu candidato a Presidência com unhas e dentes, mas nunca parou para ler o plano de governo dele, está na hora de fazer a lição de casa. Para ajudar na tarefa, seguem os links para os planos de governo oficiais dos presidenciáveis, protocolados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e as imagens das respectivas capas.

Não se guie pela opinião dos outros, mas sim, por fatos. E estas são as propostas oficiais para que cada um de nós leia, entenda, analise e faça a sua parte.

 

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